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Árbitro capixaba com maior número de atuações nacionais e internacionais, especializado em gestão esportiva,e que atuou em dez finais do Campeonato Capixaba, além de partidas das séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro.

Por disputa nos bastidores, CBF vai desfalcar o Flamengo no Brasileirão

Entidade recuou em acordo e não vai adiar jogos do time rubro-negro, que será mais uma vez prejudicado na competiçao nacional por ceder jogadores à Seleção

Publicado em 04/10/2021 às 09h31
Time do Flamengo comemora gol com torcida ao fundo no Maracanã
Time do Flamengo comemora gol com torcida ao fundo no Maracanã. Crédito: Alexandre Vidal / CRF

No esporte, assim como na vida, normas, regras e acordos têm que ser cumpridos doa a quem doer. Isso, porém, não parece ser uma prática no futebol brasileiro. Essa semana, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) retrocedeu e comunicou ao Flamengo que não vai mais adiar jogos do time no Brasileirão 2021, em virtude da convocação de seus jogadores para a Seleção Brasileira nas Datas FIFA para as Eliminatórias da Copa do Mundo 2022. A medida vai desfalcar a equipe rubro-negra em três jogos do Campeonato Brasileiro.

A entidade alega que o calendário 2021 não permite mais os adiamentos e também levou em conta o período de férias obrigatórias dos jogadores no final do ano e está baseada na declaração do presidente da Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol, Felipe Augusto Leite, que afirmou ter comunicado à CBF que não abrirá mão do acordo firmado pelas entidades junto ao Ministério Público do Trabalho, ainda em 2020, e em vigor, determinando que o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil não podem terminar depois do dia 15 de dezembro, e que se a CBF marcar jogos após essa data será multada pela Justiça do Trabalho.

Essa decisão da CBF ocorre em meio a uma briga de bastidores em relação ao comando da entidade, com o afastamento do presidente Rogério Caboclo, sendo que o presidente Rodolfo Landim, do Flamengo, foi apontado pela justiça como interventor na entidade. Outro conflito que acontece neste momento é a recusa do Flamengo em participar das reuniões com os demais clubes sobre a volta do público na Série A do Campeonato Brasileiro.

Por outro lado, o Flamengo promete enviar à Corte Arbitral do Esporte (CAS) um dossiê consistente contra os desmandos da CBF. A guerra parece estar só começando.

Os jogadores Gabigol, Everton Ribeiro, Arrascaeta e Isla, todos do Flamengo, se apresentarão às suas respectivas seleções essa semana e desfalcam o time nos jogos contra o Bragantino, Fortaleza e Juventude. A decisão da entidade ainda afeta, em uma escala menor, Palmeiras, Internacional e Atlético-MG.

NA JUSTIÇA

O Atlético-MG recorreu à Conmebol pedindo a anulação do gol de empate do Palmeiras na semifinal da Libertadores. O gol que levou o Verdão à final da competição, de fato, foi irregular, mas a mesma regra que fala da irregularidade fala também que as decisões do árbitro em relação ao resultado de uma partida, e se um gol valeu ou não, são definitivas se tal decisão não for revista antes do reinício da partida, o que torna praticamente impossível reverter a situação.

PODE ISSO, ARNALDO?

  • A diretoria do Confiança-SE vetou a presença de torcedores com a camisa do Vasco no Estádio Batistão para o confronto válido pela Série B em Aracaju, que aconteceu neste domingo (03). A liberação de público no estádio pelo governo sergipano prevê somente a presença de torcedores da equipe mandante do jogo. 

  • Em campo, vitória do Vasco por 2 a 1, mas dois minutos antes do primeiro gol vascaíno, o árbitro Fifa Rafael Claus deixou de marcar um pênalti claro a favor do Confiança. Nem após ser chamado pelo VAR e analisar o lance ele se convenceu da falta cometida por Leandro Castan. 

  • O jogador Diego Souza, do Grêmio, será julgado na próxima quarta-feira (06) pelo STJD por tomar o cartão amarelo da mão do árbitro Ricardo Marques na partida contra o Corinthians. Dessa vez, espero que a punição seja exemplar porque, na ocasião, o árbitro inexplicavelmente não expulsou o jogador.

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta.

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