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Vitor Vogas

Fim de caso. Manato rompe com Erick Musso: "Fui traído por ele"

Presidente estadual do PSL afirma que vai ajudar a "explodir" o grupo político do presidente da Assembleia Legislativa do Espírito Santo

Publicado em 07 de Fevereiro de 2019 às 23:57

Públicado em 

07 fev 2019 às 23:57
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Carlos Manato (PSL) cortou relações com Erick Musso e com o PRB estadual Crédito: Ricardo Medeiros
O presidente estadual do PSL, Carlos Manato, considera acabada a aliança que uniu o seu partido e o PRB na eleição estadual de 2018: "Não convidem para a mesma mesa PSL e PRB estadual".
Considerando-se traído, Manato rompeu politicamente com o presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (PRB), reeleito na última sexta-feira (1º) para comandar a Casa por mais um biênio. Agora, o líder do PSL afirma que vai trabalhar, textualmente, para "explodir" o grupo político de Musso na Assembleia.
E sobrou até para outros membros do PRB: o deputado federal Amaro Neto e o presidente estadual do partido, Roberto Carneiro – diretor-geral da Assembleia e estrategista de Erick Musso.
A traição a que Manato se refere tem a ver com a composição da nova Mesa Diretora, liderada por Musso e eleita com ele no dia 1º. No período das articulações, Musso procurou Manato e costurou diretamente com ele o apoio em bloco da bancada do PSL, formada por quatro deputados, à sua reeleição.
Segundo Manato, a contrapartida era a presidência da Comissão de Segurança da Assembleia e a 1ª vice-presidência da Mesa Diretora para o PSL. A primeira veio. A segunda, não. "Me prometeram e não entregaram", diz Manato.
Como parte do acordo, a presidência da Comissão de Segurança ficaria com o deputado Danilo Bahiense (PSL), o que se confirmou. Já o cargo de 1º vice-presidente iria para Torino Marques (PSL), o que não se concretizou. O cargo permaneceu com o deputado Marcelo Santos (PDT), um dos principais aliados de Erick Musso. Já Torino foi deslocado para a 2ª vice-presidência, cargo quase decorativo. Torino só vai presidir sessões na ausência de Musso e Marcelo em plenário.
Manato não se conforma e promete dar o troco. "Vou ajudar a explodir [o grupo de Erick Musso]."
Hoje secretário para a Câmara Federal no governo Bolsonaro, o ex-deputado federal diz não ter mais nenhum interesse em postular a vaga do conselheiro Valci Ferreira no Tribunal de Contas do Estado (TCES). Em 2017, ele chegou a se articular com deputados estaduais, visando à substituição. Mas, como ele mesmo diz, o momento era outro. Não havia o governo Bolsonaro.
Confira, abaixo, a entrevista com Carlos Manato:
A vaga de Valci Ferreira está prestes a ser oficialmente aberta no TCES. O senhor vai se articular?
Não tenho interesse.
O momento agora é outro, não é?
Sim. Não havia o governo Bolsonaro. Havia todo um momento favorável. Eu tinha uma relação muito grande com a Assembleia, uma amizade muito grande. Então é uma outra coisa. Eu agora estou numa outra esfera, num governo que eu ajudei a eleger e que eu acredito que vai mudar o país. Eu acho que largar isso tudo e ir para aí é uma maravilha. Mas é um projeto totalmente pessoal, né? Então não está no meu radar não. Acho que o governador [Renato Casagrande] vai botar os aliados dele.
E quem o senhor acha que o governador vai trabalhar para emplacar?
Não sei o compromisso dele. A Assembleia vai tentar Marcelo [Santos].
A Assembleia, no caso, é o presidente Erick Musso?
O grupo. Ele, Marcelo e companhia.
Então vai rachar o plenário…
Tomara. Vou ajudar a explodir.
Sério?
Sim. Fui traído. Me prometeram e não entregaram. A primeira vice-presidência da Mesa era do PSL. Fomos os primeiros a fechar.
O senhor vai ajudar a explodir o quê? A base de Casagrande?
Com a base de Casagrande não vou me meter.
Quem o traiu então?
Erick, Amaro, Roberto. O PRB.
E o que eles não lhe entregaram?
No acordo era a primeira vice e a Comissão de Segurança. Entregaram a segunda.
Então o senhor vai ajudar a "explodir" esse grupo liderado por Erick, Marcelo e Roberto?
Se puder, sim.
Como?
Não apoiando o candidato deles ao Tribunal de Contas do Estado. Não coligando o PSL com o PRB na próxima eleição municipal etc.
Então "já era" aquela aliança que o senhor havia mencionado que pretendia firmar com o PRB em 2020, passando por Serra e Vitória?
A princípio, sim. Já estou procurando candidato na Serra.
O vereador Cabo Porto (PSB)?
Pode estar no grupo. Vou conversar com ele. Está no meu radar.
Quem se não ele?
Vou conversar com um médico e empresário. Não convidem para a mesma mesa PSL e PRB estadual (risos).
Então o senhor é candidato a prefeito de Vitória mesmo?
Não. Torino Marques ou Soraya Manato. Eu sou o plano C.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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