Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Política

Entre as urnas e o Supremo: Bolsonaro não dá ponto sem nó

Todos os ataques recentes, que para muitos são o caos da democracia, para o presidente nada mais é do que estar em campanha eleitoral, buscando com essa tática aproximar da sua base de eleitores

Publicado em 19 de Maio de 2022 às 02:05

Públicado em 

19 mai 2022 às 02:05
Vinicius Figueira

Colunista

Vinicius Figueira Vinicius Figueira
Creio que quando você leu essa manchete, ou, se preferir, o título deste artigo, tenha se perguntado: Mas como assim? Pois é. Diariamente estamos acompanhando pelo noticiário os posicionamentos de Jair Bolsonaro sobre urnas eletrônicas, Supremo Tribunal Federal, Petrobras e etc. Na última terça, a cartada do presidente foi processar o ministro Alexandre de Moraes, aquele que fará parte da presidência do Tribunal Superior Eleitoral e que fica no seu pé quando ataca a democracia ou pratica disfunções do ofício.
Bom, para entendermos ao título de hoje precisamos de contexto. Um já desenhamos, vamos ao outro. Nas manifestações do 7 de setembro, tínhamos uma fotografia. Lá estavam os apoiadores do presidente com faixas “abaixo STF”, “queremos os militares” e coisas do gênero. Se partirmos da premissa que a mensagem precisa conversar com o seu público-alvo, já dá pra entender o que estamos abordando hoje.
Por fim, para entendermos o enredo da abordagem, diante daquilo que para muitos é o caos da democracia (aqui me refiro a todos os ataques), para Bolsonaro é campanha eleitoral, é uma conversa com sua base.
Olhemos para as recentes pesquisas eleitorais e seus desenhos de conjuntura: o que explica o crescimento de Bolsonaro? Quando se junta os elementos, compreendemos que Bolsonaro sabe o que está fazendo. Seus gritos, seu peito estufado, seus trajes, seu estilo “machão” é tudo estratégia. Ele não age como “louco”. Sua “loucura” tem um ponto e tem um nó.
O ponto e o nó é a campanha eleitoral. O ponto e o nó é a sua reeleição. O ponto e o nó é a sua sustentação política. O drama é que o ataque vira propaganda. Quem aplaude o ataque, dá audiência. Quem compartilha o ataque, faz propaganda e ao mesmo tempo confirma a sua opinião. O ataque sempre vira manchete. As falas de ameaça sempre ganham os jornais (e quase não dá pra não ganhar).
Eis que estamos diante do ponto central da campanha e do nó das eleições. O que estamos assistindo aos gritos hoje, assistiremos até outubro. Seu plano de (governo) ataque vai continuar: é um plano de campanha antecipada, um plano de campanha eleitoral e um plano de derrota eleitoral.
Atacar é pra Bolsonaro pura estratégia. Atacando ele conversa e faz manutenção da sua base. Atacando ele promove o que pensa e o que é. Atacando ele lança questionamentos a quem contará os votos e fará a gerência do (seu) processo eleitoral, portanto, se ele for derrotado, a culpa não será dele, será do Supremo.
Deixemos a nossa ingenuidade e tomemos consciência: Bolsonaro não dá ponto sem nó.

Vinicius Figueira

Vinicius Figueira Vinicius Figueira

É publicitário. Uma visão mais humanizada dos avanços tecnológicos e das próprias relações sociais tem destaque neste espaço. Escreve às quintas

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Rodízio de comida japonesa do restaurante Banzai
Restaurantes do ES com rodízio de comida japonesa para ir no Dia do Sushi
Imagem de destaque
Helder Salomão perdeu ganhando e sai fortalecido das eleições no ES
Close-up de mãos segurando ampulheta
Chegou a hora de fazer uma pausa

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.