Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Rodrigo Medeiros

ES precisa repensar suas políticas públicas de desenvolvimento regional

Infraestrutura e instituições são muito relevantes no campo do desenvolvimento regional

Publicado em 18 de Abril de 2019 às 19:37

Públicado em 

18 abr 2019 às 19:37
Rodrigo Medeiros

Colunista

Rodrigo Medeiros

Bandeira do Espírito Santo Crédito: Divulgação
A discussão sobre uma reforma da Previdência tem sido feita na imprensa em diversos tons e a partir de argumentos diferenciados. Em artigos anteriores, busquei destacar que a globalização requer uma rede de proteção social para que a coesão se mantenha em uma sociedade e que qualquer proposta de reforma precisa pensar nas suas consequências. Não se pode pensar a seguridade social exclusivamente como uma despesa pública.
Nesse sentido, tive acesso a um interessante estudo feito pelo meu colega, o professor Luiz Fernando Barbosa, que avaliou os impactos regionais do Bolsa-Família (BF) e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) no Estado do Espírito Santo. Como síntese geral, é possível dizer que o estudo mostra como cortes nesses dois gastos públicos poderiam impactar de forma dramática no interior capixaba, empobrecendo-o. Esses gastos públicos sustentam famílias e economias locais no interior capixaba.
Quem deseja efetivamente efeitos regressivos no interior capixaba e uma maior concentração econômica na Região Metropolitana da Grande Vitória? Em muitos dos nossos municípios, as somas dos gastos públicos com o BF e o BPC são quase ou mais importantes do que o Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Quem acompanha as finanças públicas sabe da fragilidade dos municípios brasileiros. O grau de dependência de recursos federais é usualmente alto e a capacidade de tributar localmente é baixa.
O Espírito Santo necessita repensar as suas políticas públicas de desenvolvimento regional. Não se deve alimentar as ilusões e as boas intenções de um “crescimento equilibrado” ao longo do território, afinal, a literatura consolidada aponta para o desafio de pensarmos os três Ds da geografia econômica – densidade econômica, distância e divisão. O documento “World Development Report 2009: Reshaping Economic Geography”, do Banco Mundial, trouxe algumas reflexões interessantes para o campo das políticas públicas regionais.
Não se deve brigar com a densidade econômica, mas sim buscar conectar as cidades com infraestrutura e reduzir os custos de transação entre as mesmas. Infraestrutura e instituições são muito relevantes no campo do desenvolvimento regional para que os recursos produtivos sejam alocados dinamicamente de forma eficiente. A seguridade social continuaria bem importante mesmo com a articulação de políticas regionais de desenvolvimento. O gasto público gerador de demanda de consumo local é fundamental para suportar a vida econômica de muitos municípios do interior.

Rodrigo Medeiros

É professor do Instituto Federal do Espírito Santo. Em seus artigos, trata principalmente dos desafios estruturais para um desenvolvimento pleno da sociedade

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

PF apreendeu 49 mil dólares em diinheiro vivo ligados ao senador Jaques Wagner em Brasília
PF encontra 55 mil dólares e 33 mil euros em endereços ligados a Jaques Wagner
Adolescente de 14 anos é morto a tiros em praça de Itararé, em Vitória
Adolescente é assassinado a tiros na praça de Itararé, em Vitória
Imagem de destaque
Chá verde pode substituir o café? Entenda os efeitos de cada bebida no organismo

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados