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Meio ambiente

COP30: quais são as contribuições do Instituto Jones?

A experiência acumulada pelo IJSN e seus parceiros mostra que o caminho da sustentabilidade exige evidências, planejamento e cooperação

Publicado em 12 de Novembro de 2025 às 03:30

Públicado em 

12 nov 2025 às 03:30
Pablo Lira

Colunista

Pablo Lira

O planeta caminha para uma encruzilhada ambiental. A realização da COP30 no Brasil, em 2025, marca um momento histórico em que o país reforça o protagonismo no debate global sobre as mudanças climáticas. Trata-se de uma oportunidade ímpar para reunir lideranças internacionais, governos, pesquisadores e sociedade civil em torno de um objetivo comum, a saber, transformar compromissos em ações concretas.
recente tragédia provocada por um tornado no Paraná, fenômeno extremo e cada vez mais recorrente, reforça o alerta de que não há mais tempo a perder. As anomalias climáticas deixaram de ser previsões distantes e se tornaram parte do nosso cotidiano.
Diante desse cenário, a COP30 precisa ser mais do que um palco de discursos e intenções. É fundamental que o evento se traduza em um plano de ação efetivo, capaz de orientar políticas públicas, investimentos e mudanças de comportamento. O desafio não está apenas em firmar acordos, mas em implementar medidas de prevenção, mitigação e adaptação que fortaleçam a resiliência dos territórios e das pessoas.
Nesse contexto, as decisões e o planejamento da COP30 devem se apoiar fortemente em evidências científicas. É a ciência que oferece as bases sólidas para compreender a complexidade das transformações em curso e delinear soluções viáveis. É com esse compromisso que o Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) participa dessas discussões internacionais, enviando com o governador Renato Casagrande e a comitiva capixaba importantes contribuições para o evento.
Entre elas, destaca-se o Relatório Técnico Integrado do Espírito Santo, elaborado durante a Conferência Nacional Sustentabilidade Brasil. O documento reúne tendências para a sustentabilidade, diretrizes de enfrentamento das mudanças climáticas e propostas alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
O relatório também resultou na Carta sobre o Papel do Gás Natural e do Biometano na Rota do Desenvolvimento Verde até o Net Zero, coordenada pela ES Gás, com a participação do IJSN e de diversas instituições. Essa carta propõe estratégias para acelerar a transição energética capixaba, unindo inovação, segurança e sustentabilidade.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a recepção oficial dos Chefes de Delegação da Cúpula do Clima (COP30)
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante a recepção oficial dos Chefes de Delegação da Cúpula do Clima (COP30) Crédito: Ricardo Stuckert/PR
Outro trabalho relevante é o livro “Corredor Sustentável do Espírito Santo”, produzido pelo IJSN em parceria com instituições públicas e privadas. A obra analisa os aspectos técnicos e territoriais para a implantação de um corredor de abastecimento de gás natural e biometano no Estado, iniciativa vinculada à política de transição energética “Gás para Mover”, integrante do eixo de mitigação do Programa Capixaba de Mudanças Climáticas.
Essas ações demonstram que o Espírito Santo tem muito a contribuir com o debate internacional. A experiência acumulada pelo IJSN e seus parceiros mostra que o caminho da sustentabilidade exige evidências científicas, planejamento e cooperação. A COP30 será um marco importante, mas sua real grandeza dependerá da capacidade de transformar discussões em resultados práticos e efetivos.

Pablo Lira

Pós-Doutor em Geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo (Ufes), pesquisador do IJSN e professor da Universidade Vila Velha (UVV). Escreve às quartas

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