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Economia

Brasil retornou ao grupo das 10 maiores economias mundiais

O PIB fechou 2023 em R$ 10,9 trilhões, o que equivale a aproximadamente US$ 2,17 trilhões, superando os PIBs de importantes nações, como Canadá e Rússia

Públicado em 

20 mar 2024 às 01:50
Pablo Lira

Colunista

Pablo Lira

No último artigo desta coluna, analisamos o bom momento histórico vivido pela economia do Espírito Santo, que registrou expansão acima da média nacional, crescente atração de investimentos, a menor taxa de desemprego e aumento da renda média do trabalho em 2023.
Hoje vamos nos debruçar sobre os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, que no último ano apresentou uma taxa de variação de +2,9% em comparação com 2022. A agropecuária contabilizou alta de 15,1%, com uma supersafra de grãos. A indústria evidenciou incremento de +1,6%, com destaque para a indústria extrativa nas cadeias produtivas de petróleo e mineração. Os serviços, setor que tem maior peso na composição na estrutura produtiva brasileira, computou aumento de +2,4%.
Com tais resultados, o PIB fechou 2023 em R$ 10,9 trilhões, o que equivale a aproximadamente US$ 2,17 trilhões. Esse desempenho possibilitou ao Brasil retornar ao grupo das 10 maiores economias mundiais, conforme assinalam os dados da consultoria Austin Ratings.
Em 2022, o PIB do Brasil foi o 11º maior entre as 54 nações pesquisadas pela instituição. Já em 2023 o PIB nominal brasileiro foi o 9º maior, superando os PIBs do Canadá (US$ 2,11 trilhões) e da Rússia (US$ 1,86 trilhão). Na frente do nosso país se destacaram, em ordem decrescente, os Estados Unidos (US$ 26,9 trilhões), China (US$ 17,7 trilhões), Alemanha (US$ 4,4 trilhões), Japão (US$ 4,2 trilhões), Índia (US$ 3,7 trilhões), Reino Unido (US$ 3,3 trilhões), França (US$ 3 trilhões) e Itália (US$ 2,18 trilhões). O México (US$ 1,81 trilhão) foi o país da América Latina que mais se aproximou do Brasil, ficando na 12º posição no ranking das maiores economias globais.
Quando enfocada a taxa de crescimento percentual do PIB, o Brasil (+2,9%) evidenciou a 14ª maior taxa. Os maiores percentuais foram contabilizados na Mongólia (+7,1%), Índia (+6,7%), Irã (+6,4%), Filipinas (+5,6%), Malta (+5,6%) e China (+5,2%). Na classificação desse indicador, o México (+3,4%) ficou na 12ª posição, a frente do Brasil. Isso sinaliza que a economia mexicana se ampliou em um ritmo mais forte do que a brasileira.
Com base nesses dados e considerando importantes fatos que ocorreram nesse primeiro trimestre do ano, como o lançamento, pelo governo federal, do plano Nova Indústria Brasil, é possível constatar que as expectativas para a economia em 2024 estão melhores do que no ano passado.
O último Relatório de Mercado Focus do Banco Central de 2023, publicado em 1º de dezembro, trabalhava com uma estimativa de crescimento de +1,50% para o PIB brasileiro em 2024. Na publicação de 8 de março, essa expectativa do mercado subiu para +1,78%. Várias atividades econômicas continuam apresentando ampliação e o país está contabilizando recordes na geração de emprego e renda.
Nesse sentido, constatamos que se nenhum fato atípico acontecer, a economia do Brasil provavelmente finalizará 2024 com um bom desempenho, a exemplo do que foi observado em 2023.

Pablo Lira

É doutor em Geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo, pesquisador do Instituto Jones dos Santos Neves e professor da UVV. Escreve às quartas

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