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Eleições 2026

O possível "plano B" caso Ricardo passe a dar as cartas no partido de Pazolini

MDB e Republicanos estudam formar uma federação, o que daria um nó na política capixaba. As especulações estão a todo vapor, mas pode ser que a parceria nem saia do campo das ideias

Publicado em 17 de Junho de 2025 às 10:45

Públicado em 

17 jun 2025 às 10:45
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

O vice-governador Ricardo Ferraço e o prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini
O vice-governador Ricardo Ferraço e o prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini Crédito: Ricardo Medeiros e TV Gazeta/Reprodução
Tratei aqui na coluna, em maio, da possível federação entre MDB e Republicanos, partidos, respectivamente, do vice-governador Ricardo Ferraço e do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini. Os dois são de grupos políticos diferentes e querem disputar o Palácio Anchieta. A parceria nacional entre as duas siglas daria um nó na política capixaba. A decisão sobre quem vai dar as cartas na federação no Espírito Santo é decisiva, isso se as duas legendas realmente se unirem.
Pontuei que, pelo número de deputados federais, o Republicanos, em tese, teria a preferência para comandar a federação estadual, o que limaria a candidatura de Ricardo pelo MDB. Mas também observei que o vice-governador, com o auxílio do governador Renato Casagrande (PSB), poderia virar o jogo e ser alçado à presidência do grupo, o que colocaria um fim aos planos eleitorais de Pazolini no Republicanos.
E se essa segunda opção se consolidar? Nos bastidores da política capixaba, já há especulação sobre um eventual "plano B" dos pazolinistas: migrar para o PSD. A sigla abriga o ex-governador Paulo Hartung e é presidida, no estado, pelo prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos.
O Republicanos confirma essa especulação? Não. Mas onde há fumaça, há fogo (normalmente).
O presidente estadual do partido de Pazolini, Erick Musso, não concedeu entrevista à coluna. Alguns expoentes locais da sigla dizem que esse plano não está em discussão, por enquanto. Outros, admitem que é uma possibilidade.
Tanto o MDB quanto Republicanos acreditam que vão ficar com o comando da federação no estado. Obviamente, um deles está errado.
A favor do Republicanos pesa o número de deputados federais — a sigla tem dois representantes na bancada federal capixaba, Amaro Neto e Messias Donato, enquanto o MDB não tem nenhum. Além disso, Pazolini é o único prefeito de capital que o partido possui no país e tem o apoio da cúpula nacional para disputar o Palácio Anchieta.
Outra aposta dos aliados do chefe do Executivo municipal é na influência de Roberto Carneiro, ex-presidente do partido no Espírito Santo que agora comanda a legenda em São Paulo e tem trânsito com o líder nacional, Marcos Pereira.
Do lado do MDB, porém, há uma conjuntura bem concreta: Casagrande deve disputar o Senado no ano que vem e, para isso, vai ter que renunciar ao mandato no início de abril. Isso vai tornar Ricardo Ferraço o governador do estado, de fato, ao menos até dezembro de 2026.
O MDB e a federação nacional recusariam-se a dar o comando do grupo, no estado, a um governador em pleno exercício do cargo e candidato à reeleição? Fazendo com que esse mesmo governador se desfilie?
Aliados de Ricardo afirmam, nos bastidores, que, considerando esse argumento, a presidência da federação está "garantida" ao vice-governador. Assim, quem vai ter que buscar outro abrigo é Pazolini.
O PSD
O PSD, por sua vez, é assediado por diversas lideranças. A legenda é robusta, no cenário nacional, o que proporciona tempo de exibição no horário eleitoral gratuito e verba de campanha.
A sigla não faz oposição a Casagrande, mas tampouco integra a base aliada.
O prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (sem partido), por exemplo, tentou se filiar à legenda, o que causou um rebuliço, pelo fato de o PSD ser o partido de Hartung. Arnaldinho é aliado de primeira hora de Casagrande, que é adversário do ex-governador.
Até agora, não houve uma resposta oficial sobre o ingresso ou não do prefeito no PSD, mas o fato é que Arnaldinho continua sem partido e pouca gente bota fé que o flerte dele com a legenda liderada por Gilberto Kassab vai se concretizar.
Paralelamente, Hartung, recém-filiado, apesar de ter elogiado o prefeito de Vila Velha publicamente, emite cada vez mais sinais de alinhamento com Pazolini.
Na última sexta-feira (6), por exemplo, o ex-governador visitou obras da Prefeitura de Vitória na Grande São Pedro, ao lado da vice-prefeita da Capital, Cris Samorini (PP).
Cabe lembrar ainda que Erick Musso, principal articulador de Pazolini, compareceu ao ato de filiação de Hartung ao PSD, no mês passado.
Ricardo Ferraço, Renzo Vasconcelos e Renato Casagrande
Ricardo Ferraço esteve em Colatina na segunda-feira (16) Crédito: Instagram/@renzo.vasconcelos
Mas o time de Casagrande/Ricardo também está na área. Semanas atrás, o presidente estadual do PSD esteve reunido com Casagrande, encontro mediado pelo deputado federal Da Vitória (PP).
Além disso, o governador e Ricardo estiveram na cidade comandada por Renzo Vasconcelos na segunda-feira (16). Aliados do vice-governador acreditam ser possível atrair o PSD para a base casagrandista ou ao menos impedir que a sigla trabalhe em prol de um adversário. 
Isso significaria portas fechadas para eventuais egressos do Republicanos de Pazolini.
Renzo Vasconcelos não concedeu entrevista à coluna.
E SE NÃO ROLAR?
A indefinição sobre a federação entre MDB e Republicanos causa outras incertezas. Quem vai se filiar ou se planejar para disputar as eleições por um dos partidos no estado sem saber qual grupo vai liderar?
Estar sob a batuta dos casagrandistas ou de um adversário do Palácio faz toda a diferença, até na corrida por vagas na Assembleia Legislativa.
Pode ser que, ao fim e ao cabo, a federação nem se consolide. Aí MDB e Republicanos ficariam, no estado, como estão agora, cada um com seus caciques e pré-pré-candidatos ao governo.
Na quinta-feira, o Metrópoles mostrou que que divergências regionais têm atrapalhado a parceria, mas o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, ressaltou: “As arestas são poucas e fáceis de resolver”.
Já o colunista Lauro Jardim, de O Globo, registrou, na segunda-feira, que a federação não "entusiasma" o Republicanos.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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