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Letícia Gonçalves

O destino de Helder Salomão após as eleições de 2026

Apesar do terceiro lugar na disputa pelo governo do ES, votação do petista foi decisiva para o segundo turno e o fortalece politicamente

Publicado em 27 de Outubro de 2026 às 16:05

Públicado em 

27 out 2026 às 16:05
Letícia Gonçalves

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Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves
Helder Salomão foi candidato a governador do ES pelo PT
Helder Salomão foi candidato a governador do ES pelo PT Divulgação

O deputado federal Helder Salomão (PT) disputou o governo do Espírito Santo em 2026 e afirmou diversas vezes estar convicto de que chegaria ao segundo turno. Não chegou, ficou em terceiro lugar, com 15,32% dos votos (323.483). 


O parlamentar, entretanto, não saiu menor do pleito, politicamente falando. Ao contrário.


Foi, indiretamente, graças ao desempenho de Helder que houve segundo turno entre o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) e o governador Ricardo Ferraço (MDB).

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E também foi a migração dos votos de Helder para Ricardo que garantiu o crescimento do emedebista na segunda etapa do pleito.


Pesquisa Quaest publicada no sábado (24), véspera da votação no segundo turno, apontou que 87% dos eleitores do petista pretendiam optar por Ricardo.


O governador teve 336.722 votos a mais no segundo turno em comparação com o primeiro. Isso não foi suficiente para provocar uma virada sobre Pazolini, que foi eleito.


Mas a diferença, em pontos percentuais, entre os dois caiu de 15,59 no primeiro turno para 4,34.


Logo, a votação de Helder teve alguma relevância, sim. Além disso, a candidatura projetou o petista para eventuais planos eleitorais.


Se o desempenho dele tivesse sido muito tímido, abaixo de 10% dos votos válidos, por exemplo, não poderíamos dizer o mesmo.

HELDÉRIO

Em Cariacica, reduto eleitoral de Helder Salomão, Ricardo superou Pazolini no segundo turno, algo que não havia acontecido no último dia 4.

O mérito aqui é também do prefeito da cidade, Euclério Sampaio (MDB), o “general” da campanha do governador.

Euclério empenhou-se desde o início por Ricardo e, na segunda etapa da campanha, não precisou dividir esforços entre outros aliados, como o deputado federal Messias Donato (União Brasil).

A migração dos votos de Helder para Ricardo, contudo, foi uma novidade decisiva.

O placar entre Ricardo e Pazolini em Cariacica foi de 52,43% a 47,57%, respectivamente.

Helder e Euclério são adversários políticos, mas curiosamente os dois contribuíram para isso.

O petista não pediu aos eleitores que votassem em Ricardo, mas, no sábado, exortou seus apoiadores: “Vote não ao candidato Lorenzo Pazolini amanhã”.

Pazolini, entretanto, foi eleito. Agora, é observar se os deputados estaduais eleitos pelo PT vão fazer oposição ao republicano na Assembleia Legislativa.

E o destino de Helder?

Ele foi o deputado federal mais votado do Espírito Santo em 2022, mas a partir de fevereiro de 2027 vai ficar sem mandato.

Questionado sobre o que vai fazer, respondeu à coluna que voltará a dar aulas. Helder é professor de Filosofia, servidor efetivo municipal e estadual.

Em 2028, entretanto, haverá eleição para prefeito.
 
“Meu futuro político ainda não sei e está cedo para qualquer definição”, afirmou o deputado federal.
Poderei ser candidato, poderei não ser candidato. Não me apego a cargos

Helder Salomão (PT) Deputado federal

Euclério já está no segundo mandato consecutivo e, assim, não vai disputar o comando do Executivo municipal no próximo pleito.


Ele deve apoiar a atual vice-prefeita, Shymenne de Castro (PSB).


Helder foi prefeito de Cariacica por dois mandatos, entre 2005 e 2012.

Letícia Gonçalves

Letícia Gonçalves Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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