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Letícia Gonçalves

"Abrimos mão da vaga de Senado", diz Da Vitória, que vai disputar a reeleição

Deputado federal era um possível candidato a senador, mas a federação formada por PP e União Brasil tem outros planos

Publicado em 11 de Junho de 2026 às 16:34

Públicado em 

11 jun 2026 às 16:34
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Deputado federal Da Vitória (PP) Najara Araujo/Câmara dos Deputados

O deputado federal Da Vitória (PP) nunca cravou que seria candidato ao Senado, mas não descartava a ideia. Era um possível concorrente ao cargo sob o guarda-chuva do grupo político do governador Ricardo Ferraço (MDB) e do ex-governador Renato Casagrande (PSB).

Há meses, nos bastidores, porém, aliados de Da Vitória já davam como certo que ele tentaria mesmo a recondução à Câmara dos Deputados e não a vaga de senador. 

O parlamentar, agora, confirmou isso publicamente. Vai disputar a reeleição: "Abrimos mão da vaga de Senado".

E ele não usou a terceira pessoa do plural para falar apenas de si mesmo. Da Vitória é presidente estadual da federação União Progressista (UP), formada por PP e União Brasil.

Ricardo, como pré-candidato à reeleição, já declarou que a federação teria espaço na chapa majoritária, ou seja, poderia indicar um candidato a senador ou a vice-governador.

A federação quer a vaga de vice: 



Não abrimos mão de estar na chapa majoritária

Da Vitória (PP) Deputado federal

Ao ser questionado sobre o motivo de não concorrer ao Senado, Da Vitória lembrou que o cenário nacional está incerto. A federação ainda não cravou quem vai apoiar para a Presidência da República, o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, foi citado no caso Master ...

Mas há questões mais pragmáticas e locais envolvidas. Concorrer a senador é algo mais arriscado que disputar a reeleição.

"Eleição de deputado federal também não é fácil", ressaltou o parlamentar.

Isso deixa o caminho livre para outros aliados de Ricardo e Casagrande pleitearem o lugar de segundo candidato a senador na coligação.

O primeiro já é de Casagrande, candidatíssimo à cadeira em Brasília.

No grupo, quem mais se coloca à disposição para concorrer é a ex-senadora Rose de Freitas.

O MDB estadual, presidido pelo prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio, entretanto, não está muito animado com a ideia.

Mas Rose tem apoio na sigla nacionalmente e, com a saída de Da Vitória, o caminho está praticamente livre para ela dentro do grupo.

O presidente da federação UP, no entanto, citou espontaneamente outro casagrandista/ricardista que poderia ser lançado ao Senado, o deputado federal Gilson Daniel (Podemos).

Este movimenta-se mais para disputar a reeleição, mas até o fim do prazo para a realização das convenções partidárias, em meados de agosto, muita coisa pode acontecer.

Apesar de, como já mencionado aqui, Da Vitória nunca ter colocado a hipótese de disputar o Senado como plano A, a decisão dele de concorrer à reeleição não deixa de ser mais uma baixa entre os nomes especulados para a vaga na coligação de Ricardo.

Euclério chegou a se declarar pré-candidato a senador, articulou-se para isso, cogitou renunciar ao mandato de prefeito para tal, uma exigência da legislação, mas, por fim, recuou.

Antes dele, o prefeito de Barra de São Francisco, Enivaldo dos Anjos (PSB), também anunciou ser pré-candidato a senador e desistiu.

A coligação de Ricardo e Casagrande não tem a obrigação de lançar dois candidatos ao Senado, poderia ficar "só" com o ex-governador, que é o nome mais competitivo.

Mas o próprio Casagrande já afirmou à coluna que o grupo vai, sim, ter dois candidatos a senador.

Isso reforça, hoje, o nome de Rose de Freitas, a não ser que Gilson Daniel ou outra surpresa aconteça em agosto.


Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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