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Leonel Ximenes

Na noite do gato quem apareceu foi o cão no Sambão do Povo

Quem deu as caras no Sambão do Povo, na última noite de desfile, foi um simpático cãozinho

Publicado em 24 de Fevereiro de 2019 às 18:28

Públicado em 

24 fev 2019 às 18:28
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Os gatos começam a entrar na avenida com a Piedade Crédito: Pedro Cunha
A Piedade apostou nos gatos para acabar com o jejum de títulos (são 33 anos sem uma conquista), mas quem deu as caras no Sambão do Povo, na última noite de desfile, foi um simpático cãozinho (veja foto abaixo), que circulou ao lado da passarela muito desconfiado com o que via ao lado.
Isto é elegância
Escola de imensa tradição, a elegância é a marca da Piedade. Elegância no gesto, como o da velha guarda, que se perfilou na concentração para saudar a entrada da agremiação do Centro de Vitória na passarela do samba.
Elegância é isto
Elegância do ex-presidente da escola, Edvaldo Teixeira, atual presidente da Liesge, que foi cumprimentar o atual mandatário, Valdeir Lopes de Sá, no começo da apresentação.
A velha esquerda
A velha guarda da Piedade novamente parece um porto seguro para a esquerda. Veteranos petistas bolivarianos, entre eles a deputada Iriny Lopes, fazem parte da tradicional ala.
Elas gostaram. Elas
A Piedade neste ano veio mesmo para “causar”. Uma ala de homens sarados levava a mulherada à loucura durante a evolução quando tiravam uma espécie de manto para exibir seus corpos. A gritaria era geral no Sambão.
Cãozinho circulou ao lado da passarela muito desconfiado com o que via ao lado Crédito: Gazeta Online
Ajuda de custo
Participar do carnaval capixaba é fundamentalmente um ato de amor, de entrega. Não espere ganhar muito dinheiro com a folia. A coluna descobriu que cada um dos 27 jurados recebeu um cachê de R$ 600. Dá para abastecer o carro três vezes e pagar alguns pedágios na 101, Rodovia do Sol e Terceira Ponte. Só.
Hino da alma brasileira
A festa da noite de sábado foi aberta com a banda da PM, que entrou na avenida executando “Aquarela do Brasil” (Ari Barroso). Nada mais adequado para a ocasião.
Samba importado
Na cerimônia de entrega das chaves ao rei momo, a música que embalava os intervalos da solenidade era o samba deste ano do Salgueiro. Gente, será que o ES não dá samba?
A vice está perdoada
Estreante na festa, a vice-governadora Jacqueline Moraes esbanjou simpatia durante a solenidade. Ela explicou que, apesar de ter nascido na Baixada Fluminense (RJ), não brinca carnaval por ser evangélica.
Retribuição
O senador Marcos Do Val foi ver o desfile vestido com a camisa da MUG. “É para agradecer o apoio que a escola deu à minha candidatura”, explicou.
Casão tucanou
O governador, instado pela coluna, disse que torcia pela Jucutuquara em homenagem ao seu amigo Juarez Vieira, que desfila pela escola. Mais tarde, Casagrande corrigiu e afirmou que era Piedade, por causa do presidente da Liesge (que estava ao lado dele).
Dez, nota dez!
Mais uma vez a primeira-dama de Vitória, Marina Cogo Lodi, estava elegantérrima. Além de muito educada e simpática.
Vitória de Silva
O Bloco do Silva estará no Carnaval oficial de Vitória, cidade onde nasceu o cantor que agora faz sucesso em todo o país.
O bloco da PC
Um grupo de policiais civis acompanhou a apresentação das escolas ao lado da pista. O delegado, muito discretamente e extasiado com o que via, tirava foto dos passistas. O doutor mostrou que gosta de samba.
O bloco do secretário
Outro que acompanhou o desfile à beira da passarela foi o secretário estadual de Segurança, Roberto Sá, que é do Rio de Janeiro. Ele gostou do que viu: “Impressionante como a plateia interage com as escolas aqui”.
O bloco da segurança
Por falar em segurança, o esquema de policiamento nas proximidades do Sambão estava excelente. PM, PC, Bombeiros e Guarda de Vitória desfilaram em harmonia e deram tranquilidade aos foliões. Nota dez!
O bloco dos sujos
O que precisa melhorar: a limpeza no entorno do Sambão. Muitos camarotes e ambulantes não colaboram e contribuem para a sujeira. Havia em alguns lugares fedor de cerveja azeda e comida estragada. Um horror. Nota zero.
O primo rico
Escola rica para os padrões capixabas, a MUG levou para a avenida carros alegóricos imensos e luxuosos. A velha guarda da escola campeã de Vila Velha (sim, a cidade canela-verde é a capital do samba no Estado) estava numa elegância só.
O que vale é a vida
A Imperatriz do Forte entrou na avenida com uma faixa em que criticava a Vale pelas tragédias de Mariana e Brumadinho. O público aplaudiu com força a iniciativa da escola em dar um toque político à sua apresentação.
Pista livre
A Boa Vista fez uma homenagem aos 90 anos da Polícia Rodoviária Federal. O superintendente da PRF no Estado, Wylis Lira, entrou sambando ao lado do carro de som. Mostrou que é bom de rodovia e de passarela.
O preço do casamento
Quase de manhã, em meio ao tumulto da dispersão, uma moça segurava um cartaz em que pedia uma ajuda muito especial: “Colabore com o nosso casamento”. O noivo não foi visto de perto.
Constatação
A indústria do Carnaval não polui, não destrói, não mata; e gera riqueza, renda, tributos e empregos.
Mudou, melhorou
O desfile neste ano estava mais profissionalizado. O novo som, de melhor qualidade, foi testado com sucesso. As caixas acústicas foram mudadas de posição e ficaram de frente para a Baía de Vitória. Os camarotes estavam mais bonitos também.
Alô, Brasil!
Por que não cultivarmos a alegria do Carnaval em todos os dias do ano?

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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