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Espírito Santo tem monumentos religiosos, à colonização, ao café, ao imigrante, ao pescador… Todos merecidos, sem dúvida, mas faltava um em homenagem ao queijo, uma paixão nacional e, por que não dizer, capixaba também. Faltava. É que daqui a cerca de 20 dias será inaugurado o “Queijão”, apelido carinhoso da estrutura que está sendo construída por uma família de pequenos produtores rurais em Forno Grande, no alto das montanhas de
Castelo.
O monumento, que representa o pedaço de um queijo com uma fatia já retirada, é todo de concreto maciço e terá um objeto histórico: uma faca espetada nele feita de alumínio retirado do avião da Cruzeiro do Sul que caiu em Forno Grande, no dia 26 de agosto de 1955, matando os seus 13 ocupantes. A faca foi feita por um artesão da região.
O Queijão, que tem um metro e meio de diâmetro por 60 centímetros de altura (mais 40 centímetros da sua base), vai marcar também a inauguração da loja da Queijaria Casagrande, pequena empresa que vende os seus produtos para o comércio da região e diretamente ao consumidor final.
A família Casagrande (não é parente do governador) fabrica de 5 a 6 mil peças de queijo tipo minas por mês. Para isso, conta com a força e a qualidade de 65 vacas leiteiras que produzem 1.250 litros de leite diariamente.
“O monumento está sendo construído em frente à loja e a gente espera que atraia muitos turistas, principalmente os que vêm a
Pedra Azul”, diz Fabiano Casagrande, que junto com o irmão, Luciano, e o pai, Eufrázio, estão erguendo a nova atração das montanhas capixabas.
A loja e o monumento só não foram inaugurados ainda por causa da chuva que não para de cair na região - abençoada chuva, a propósito. Mas, se tudo correr bem, daqui a alguns dias as redes sociais serão inundadas com a mais nova atração da região serrana do ES: o Queijão. Desce o vinho, desce o café!