A misteriosa reunião extemporânea que aconteceu ontem (18) pela manhã no Quartel do Comando-Geral (QCG) da Polícia Militar não contou com a presença do então comandante, coronel Moacir Leonardo Vieira Mendonça.
O encontro foi rápido e só deixou às claras aos coronéis que haveria uma mudança no mais alto posto da corporação, porém não foi dito o nome de quem seria o sucessor. Foram relatados assuntos referentes à PM e, logo em seguida, a reunião foi finalizada.
SURPRESA NA HORA DO ALMOÇO
O anúncio do novo comandante-geral aconteceu por volta do meio-dia, embora que já esperada, quando houve a reunião no Palácio Anchieta, com o governador Renato Casagrande. Estiveram presentes o coronel Barreto e seu sucessor, coronel Márcio Eugênio Sartório.
Acompanharam ainda o secretário-chefe da Casa Militar, coronel Jocarly Martins de Aguiar, que também é da mesma turma de Barreto e Sartório, a de 1994, e o secretário de Estado da Segurança Pública, Roberto Sá. A foto desse encontro rapidamente circulou em grupos de WhatsApp.
FAVORITISMO
Num domingo em que o Flamengo confirmava o seu favoritismo no Brasileirão e o Brasil conquistava o Mundial sub-17 sobre o México, o coronel Márcio Sartório também já era o favorito para suceder Barreto. Muitos dos colegas oficiais, das mais diferentes patentes, já cravavam Sartório como o novo chefe em grupos de WhatsApp.
A explicação se dá por uma tradição na Polícia Militar, em que muito dos comandantes-gerais são escolhidos por causa da experiência no Comando de Polícia Ostensiva Metropolitana (CPOM), área que engloba cerca de 2 milhões de pessoas e é considerado o grande teste para gestão de crises e de pessoal.
Sartório, que ocupou a diretoria de Saúde da PM no ano passado, não vai precisar mudar de casa para trabalhar: a sede do CPOM também fica no Quartel do Comando-Geral (QCG), em Maruípe. Agora, é só mudar de sala – na verdade, para um salão.