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Leonel Ximenes

Aliados de Lula pediram apoio na Romaria dos Homens

Publicado em 28 de Abril de 2019 às 17:08

Públicado em 

28 abr 2019 às 17:08
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

O técnico de manutenção mecânica Sávio de Souza leva sua filha Betina no colo durante a Romaria dos Homens. Ele diz que o ato de fé foi para agradecer a Nossa Senhora da Penha pela vida da sua filha, que fez um ano de idade no dia 21 de abril. Crédito: Leonel Ximenes
Nem só de orações e demonstrações de fé vive a Romaria dos Homens. Integrantes do Comitê Lula Livre de Vitória saudavam os romeiros no Viaduto Caramuru, no Centro da Capital. Quem se mostrava a favor era saudado com o “L” do líder petista preso, feito pelas mãos dos simpatizantes.
A romaria em inglês
Como faz todos os anos, a coluna acompanhou a Romaria dos Homens da Catedral de Vitória até a Prainha, onde os milhares de romeiros chegaram. O evento grandioso mereceu um alerta em inglês de um aplicativo de trânsito: “Interdições planejadas devido à ‘Men’s Pilgrimage’”.
Desordem
No entorno da Catedral, carros de aplicativos e táxis se misturavam à multidão. No trajeto até o Palácio Anchieta, veículos estacionados no meio da rua atrapalhavam a circulação de romeiros.
Cuidado, governador!
No pequeno jardim em frente à Academia Espírito-santense de Letras, ao lado do Palácio Anchieta, dezenas de caramujos africanos chamavam atenção de quem passava.
Dia de festa
No mesmo local, os meios-fios receberam uma mão de cal.
Atração pelo poder
Meia hora antes de a romaria sair, um cachorrinho simpático (é até redundante porque todo cachorrinho simpático é) se aproximou do portão lateral do Palácio Anchieta e ficou olhando lá pra dentro. Os seguranças só observavam.
Vaia em romaria?
Numa lanchonete do Parque Moscoso, barulho de pratos e copos quebrados foram percebidos pela multidão, que... vaiou!
Faltou luz
Não é fácil ser romeiro. Além do calor e da distância, os fiéis tiveram que encarar escuridão em vários pontos da Segunda Ponte e da Av. Lindenberg. Vergonha, muita vergonha alheia.
Faltou banheiro
Não é fácil ser romeiro. Ao longo da Lindenberg os banheiros químicos eram insuficientes para a multidão. O jeito foi desapertar no mato mesmo. As mulheres, entretanto, não optaram por essa solução mais radical.
A fila do sofrimento
No meio do trajeto, 30 romeiros em fila esperavam pacientemente para conseguir ir ao banheiro de um posto de combustível.
Passarela?
Ato religioso e de contrição, a Romaria dos Homens não escapou da ostentação. Muitas pessoas, principalmente casais, paravam para tirar selfie no meio da avenida. Nossa Senhora viu tudo, tá, gente?
Fé e amor
Havia também casais trocando selinhos ao longo da caminhada.
Bíblia particular
Uma locutora de um carro de som de uma paróquia da Grande Vitória fez, por conta própria, uma releitura bíblico-teológica das Escrituras. Segundo a moça, Moisés (do Antigo Testamento) conversou com Jesus (do Novo).
Haja coluna
Não só de escuridão de que padece a Av. Lindenberg. O asfalto da via (administrada pela Prefeitura de Vila Velha) está tão irregular que até o simples ato de caminhar se torna difícil em alguns trechos.
Cristo chora
Havia poucas lixeiras também. Muitos fiéis, sem paciência de guardar consigo suas garrafas de água, jogavam tudo no chão, contribuindo para poluir o mundo. Pouco antes do Ibes, dois coletores da PMVV seguravam sacos de lixo para receber os descartes. Mas era mais improviso.
Pré-campanha
Um gaiato (sempre eles estão na romaria) gritou para um amigo na altura do Ibes: “Acelera que tem muito eleitor lá na frente”. O lerdinho deve ser candidato a vereador em 2020.
Fé e política
O prefeito Max Filho (PSDB) esperava os romeiros perto da entrada do Convento da Penha. Pouco depois das 22h, ele se encontrou com o governador Casagrande (PSB), que chegou de SP direto para a romaria.
Igreja à direita
Grupos carismáticos católicos eram majoritários nos carros de som das comunidades. As pastorais sociais, como a Operária, tiveram um papel secundário na caminhada.
É bom desacelerar
Tem gente que não vê mais sentido na Romaria dos Motociclistas, realizada ontem de manhã. Muito barulho com os escapamentos abertos, poluição e exibicionismo de alguns.
Alô, N. S. da Penha!
Nem sempre a gente merece, mas podemos pedir mais bênçãos para o nosso Estado?
 

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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