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Saúde

É hora de retomar amizades e círculos sociais: a sua saúde agradece

Distanciamento e o medo do contágio pela Covid resultaram na perda de conexões com parentes e amigos. Um estudo, no entanto, aponta que a solidão pode ser equivalente ao hábito de fumar 15 cigarros por dia em riscos para a saúde

Públicado em 

19 mai 2022 às 02:00
Lauro Ferreira Pinto

Colunista

Lauro Ferreira Pinto

Estudo diz que humanos têm capacidade de manter até cinco amizades
Amizade é considerada um fator importante para a nossa saúde e bem-estar Crédito: Pixabay
Um dos piores efeitos indesejáveis da pandemia foi o esgarçamento dos círculos sociais. O distanciamento e o medo do contágio resultaram na perda de conexões com parentes e amigos. Notamos como o ser humano é essencialmente gregário e precisamos de conexões múltiplas a nosso redor para viver.
É claro que existem diferenças entre as pessoas. Existem os mais introvertidos que se satisfazem com entretenimentos solitários e os extrovertidos que parecem conhecer meio mundo e interagir com dezenas de pessoas ao mesmo tempo. Qual a receita melhor? Se é que existe receita para isso.
A amizade é considerada um fator importante para saúde e bem-estar. Solidão e isolamento social podem ser associados ao aumento de risco de depressão, ansiedade e mesmo ataques cardíacos e acidentes vasculares cerebrais. Uma meta-análise feita há mais de uma década por um professor da Brigham University (Utah/USA) concluiu que a solidão pode ser equivalente, em riscos para saúde física,  ao hábito de fumar 15 cigarros por dia.
Há poucos dias, o New York Times publicou que nas últimas três décadas o percentual de americanos que declarou ao Gallup não ter amigos próximos pulou de 3% para 12%. Na pandemia este número aumentou. As ciências do comportamento têm tentado estudar se há um número mínimo de amigos próximos que seja ideal.
Um antropologista britânico estimou que os seres humanos são capazes de manter em média cerca de 150 conexões simultâneas, que incluiriam um círculo mais restrito de cinco amigos próximos, seguido de círculos concêntricos maiores com relações mais casuais. 
Existem, é claro, diferenças individuais. Um estudo publicado pela Universidade de Illinois concluiu que mulheres de meia idade com três ou mais amigas próximas tinham níveis mais elevados de satisfação e qualidade de vida que outras mais solitárias.
Parece interessante também trazer diversidade às amizades que remontam a momentos e práticas diferentes. São os amigos do futebol, das reuniões musicais, do trabalho, ou mesmo vizinhos mais chegados. Enfim, procure mais seus amigos. A saúde agradece.

Lauro Ferreira Pinto

Doutor em Doenças Infecciosas pela Ufes e professor da Emescam. Neste espaço quer refletir sobre saúde e qualidade de vida na pandemia.

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