Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Fernando Manhães

Desglobalização é a nova tendência no mundo

Será que a economia globalizada é capaz de retornar ao ponto de equilíbrio da economia mundial?

Publicado em 01 de Fevereiro de 2019 às 17:50

Públicado em 

01 fev 2019 às 17:50

Colunista

O avanço de governos protecionistas e nacionalistas pelo mundo vem lançando algumas dúvidas sobre o futuro do mundo e, nesse contexto, o futuro da globalização. Um processo de integração entre os governos e nações, envolvendo diretamente empresas e pessoas. Processo esse que foi impulsionado pela troca de mercadorias, impulsionando o comércio e os investimentos internacionais e com forte colaboração da tecnologia. O termo “globalização” é utilizado há muitas décadas e é um assunto praticamente pacificado entre os povos e afeta diretamente vários segmentos da sociedade, como a política, a economia, a cultura e as ciências sociais.
Recentemente, com o endurecimento das políticas migratórias de vários países, migrações provocadas pelas guerras e pelas disputas geopolíticas mundiais, milhares de pessoas têm se deslocado pelo mundo, sem casa, com fome e muitas vezes doentes, e a globalização foi colocada na berlinda: ela existe, mas é boa ou ruim?
No campo mercadológico, marcas regionais viraram nacionais e as nacionais se tornaram globais. Abriram mercados em praticamente todas as partes do mundo. Muitas unificaram sua comunicação, desconsideram as linguagens locais e impõem um conceito global, em especial as americanas, europeias, japonesas e, por último, as chinesas. A rede Alibaba é um exemplo disso. Outro ponto que merece destaque é a perda sensível de credibilidade dos blocos econômicos: a Zona do Euro, do Brexit na Inglaterra (com ou sem acordo) e o nosso Mercosul, com suas idas e vindas a mercê dos governantes do momento.
O tema desglobalização não é novo, mas chegou de vez: será que a economia globalizada é capaz de retornar ao ponto de equilíbrio da economia mundial? O professor Menzie Chinn, da University of Wisconsin, nos EUA, é o criador desse termo desglobalização. Segundo ele, “seria consequência não de uma derrota ideológica, mas da disparada generalizada dos custos. Assim, as multinacionais ao realocarem suas fábricas, trazem-nas novamente para perto dos centros consumidores”. Esse fenômeno implicaria em fortes consequências para as regiões emergentes, como o desemprego, a fragilidade dos governantes na busca por soluções, na insatisfação popular e no surgimento de políticos populistas.
É importante frisar que esta tendência pode não se confirmar, mas pegando carona nos avanços da tecnologia, mercados como o nosso ficam extremamente ameaçados.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Carolino ao lado da roda d’água na entrada de Campinho, com lago, oratório e paisagismo, idealizada por ele
O homem que morreu como viveu: cuidando das flores das montanhas do ES
Imagem de destaque
Água sanitária: 5 mitos e verdades para utilizá-la com segurança
Biblioteca na Escola Padre Humberto, em Vila Velha
Prefeitura de Vila Velha abre seleção para contratar temporários

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados