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Incertezas

Setor de bares e restaurantes alerta para colapso e milhares de demissões

Associação e sindicato de bares e restaurantes calculam possíveis prejuízos e pleiteiam ações para minimizar os impactos causados pelo avanço do coronavírus

Publicado em 18 de Março de 2020 às 16:35

Públicado em 

18 mar 2020 às 16:35
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Profissionais trabalham em restaurante Crédito: Pixabay
O setor de bares, restaurantes e lanchonetes já prevê que os impactos causados pela pandemia do coronavírus atinjam em cheio o faturamento das empresas e os empregos do segmento. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) emitiu um comunicado com alerta de colapso no setor e estima que nos próximos 40 dias aconteçam demissões no país de aproximadamente 3 milhões de profissionais.
“Devido ao atual cenário do Brasil com a propagação do Covid-19, e as últimas movimentações do governo em alguns Estados, a Abrasel alerta para um possível colapso do setor de alimentação fora do lar nos próximos 30 a 40 dias: a estimativa é que até 3 milhões de pessoas sejam demitidas, quase metade das vagas disponibilizadas pelo setor”, informa a entidade.
No Espírito Santo, o quadro também é preocupante de acordo com o presidente do Sinbares/Abrasel, Rodrigo Vervloet. Apesar de não falar em números de demissões no Estado, ele reforça que muitos profissionais deverão ser desligados nos próximos dias, uma vez que a queda no movimento dos comércios será inevitável. A Abrasel estima uma redução de 30% a 70% no faturamento.
Mesmo sem uma estimativa local, se a redução da mão de obra no Espírito Santo seguir a projeção nacional, poderemos ter cerca de 45 mil postos de trabalho fechados, já que no setor atuam aproximadamente 90 mil trabalhadores distribuídos em 18 mil estabelecimentos.
Comunicado da Abrasel sobre impactos do coronavírus no setor de bares e restarurantes Crédito: Abrasel/Reprodução
Mesmo diante do quadro de grande instabilidade, Vervloet pondera que o apelo do setor é para que não haja pânico e os comerciantes continuem a adotar as medidas para preservar a saúde dos seus funcionários e clientes.
“O setor tradicionalmente já adota medidas mais rigorosas e com muitos cuidados sanitários. Isso continuará a acontecer e estamos também orientando para que os estabelecimentos respeitem uma distância de um metro entre uma mesa e outra”, acrescentou ao citar que até o momento não há nenhuma determinação de fechamento das empresas.
De acordo com Vervloet, o setor vem fazendo vários pleitos junto aos governos estaduais e federal para minimizar os prejuízos da categoria e preservar os empregos. Entre os pedidos da Abrasel estão o auxílio no pagamento de salários ou colocar as pessoas no seguro desemprego.

SOLIDARIEDADE

Nas redes sociais, muitas pessoas têm compartilhado mensagens estimulando o consumo de alimentos e bebidas especialmente em pequenas empresas para tentar ajudar o setor de bares e restaurantes a enfrentar esse período. O momento é de apreensão, mas exemplos de solidariedade e empatia como esse são mais que bem-vindos!

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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