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Beatriz Seixas

Impactos nas operações da Vale no ES devem ser menores

Em um primeiro momento, avaliação é de que indústria em Tubarão não deve ser paralisada

Publicado em 25 de Janeiro de 2019 às 20:21

Públicado em 

25 jan 2019 às 20:21
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Oitava usina usina de pelotização da Vale Crédito: Divulgação
Embora ainda seja cedo para ter a real dimensão dos impactos do rompimento da barragem da Vale, em  Brumadinho, Minas Gerais, avaliações iniciais indicam que os reflexos na planta industrial da mineradora no Espírito Santo não devem ser tão grandes quanto os sentidos pela Samarco, na unidade de Anchieta. Desde novembro de 2015, a companhia - controlada pela Vale e pela BHP - está inativa diante da interrupção das operações, fruto do rompimento da barragem de Mariana. 
À coluna, o ex-governador Paulo Hartung explicou que as usinas da Vale no Estado têm abastecimento por transporte ferroviário e de minas diversificadas. “A planta de Tubarão não é dependente de uma mina só. O impacto de Mariana foi muito diferente. A lama veio para o nosso território, trouxe prejuízos para o Rio Doce e para a nossa população, e junto com isso houve a paralisação da Samarco, que representa mais de 5% do nosso PIB. No caso de agora, acredito que o impacto para os capixabas vai ser na imagem da companhia. Ela deve se desvalorizar no mercado de capitais e vai ter que pagar por esses danos, ou seja, será afetada financeiramente e sai com sua imagem gravemente comprometida.”
Outro indicativo de que os reflexos por aqui não devem ser tão drásticos do ponto de vista operacional é o quanto a barragem que se rompeu representa na produção. De acordo com dados do relatório da Vale do terceiro trimestre (esse é o documento mais atualizado), a barragem da mina Feijão responde por 7% da produção de minério de ferro de toda a companhia. 
No Espírito Santo, a Vale tem um peso de cerca de 13% do PIB. 
Retorno da Samarco
Questionado se o acidente desta sexta-feira (25) em Brumadinho pode comprometer a retomada das atividade da Samarco, em Anchieta, o ex-governador Paulo Hartung disse que não dá para traçar essa relação direta. De acordo com ele, como já foram emitidas licenças ambientais para a construção da cava no Complexo de Germano, em Mariana e Ouro Preto, dificilmente os órgãos ambientais retrocedam nesse aspecto. "Mas certamente os órgãos ambientais e governos federal e estaduais terão necessidade ter um olhar mais atento onde estão as minas."
Embora não exista uma data oficial, a expectativa até então é que a Samarco retome suas atividades, parcialmente, em 2020. 

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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