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Energias alternativas

Governo do ES tem planos de adotar ônibus elétrico e movido a gás

Segundo o governador Renato Casagrande, estudos já foram contratados junto ao Banco Latinoamericano

Publicado em 14 de Outubro de 2019 às 10:59

Públicado em 

14 out 2019 às 10:59
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Ônibus movido a gás da Scania Crédito: Scania/Divulgação
governo do Espírito Santo está interessado em passar a adotar ônibus elétricos e movidos a gás em sua frota de transporte público urbano. O primeiro passo para desenvolver esse projeto foi dado por meio da contratação de estudos junto ao Banco Latinoamericano.
A informação é do governador Renato Casagrande (PSB), que participou na manhã desta segunda-feira (14) da abertura do XI Fórum Capixaba de Energia (Fenergia), no Hotel Golden Tulip Vitória. No encontro, ele falou sobre a importância de adotar energias alternativas.
“Nós estamos contratando do Banco Latinoamericano o estudo para ver a viabilidade de [implantar no transporte público] o ônibus elétrico e o ônibus a gás. Isso dependerá muito do custo, mas precisamos estudar porque a hora que tiver viabilidade, nós temos que também fazer a mudança, porque o petróleo é uma fonte de energia suja e nós precisamos fazer uma caminhada em direção a fontes de energia mais limpa”, frisou.
No evento, Casagrande não entrou em detalhes sobre os investimentos que o Estado pode vir a fazer em veículos com fonte de energia renovável. Mas nos bastidores há informações de que o governo vê potencial em parcerias com a empresa Scania, que atua há alguns anos no fornecimento de veículos movidos a combustíveis alternativos.
Aliás, um dos executivos da companhia, o chefe de Desenvolvimento de Mercado da Scania, Eduardo Monteiro Pinto, participa nesta segunda do Fenergia, onde vai apresentar o trabalho que a empresa tem realizado neste segmento.
Ele conversou com a coluna e se mostrou otimista com o crescimento deste mercado e também com as oportunidades de fazer negócios no Estado. Segundo ele, a companhia tem clientes em várias partes do mundo, com veículos já em operação, por exemplo, na Europa e mais recentemente na Colômbia. Além do gás natural veicular (GNV), a empresa também produz ônibus movidos a biometano (gás extraído de resíduos orgânicos).
“São ônibus produzidos na planta de São Bernardo, em São Paulo. É um produto consolidado e maduro em termos tecnológicos e que, neste momento, está ganhando um potencial mais interessante por conta das ações que o governo federal tem planejado para o mercado de gás como alternativa energética.”
De acordo com Monteiro, muitas cidades estão interessadas. Neste ano, por exemplo, a Scania iniciou testes, na capital paranaense Curitiba, com um ônibus movido a GNV, em parceria com a prefeitura.
Ele destaca que o projeto do veículo a gás alia sustentabilidade ambiental e econômica. Em relação aos benefícios para o meio ambiente, o executivo cita um deles: a possibilidade de redução da emissão de até 90% de materiais particulados na atmosfera.

Potencial

O representante da Scania se mostrou otimista com a potencialidade do mercado capixaba, já que o Espírito Santo tem uma grande oferta de gás natural, o que poderá contribuir para viabilizar parcerias futuras não só com o governo do Estado como junto à iniciativa privada.
Ele observou que nesta visita a Vitória a empresa não trará o ônibus para ser apresentado, mas que isso deve acontecer em 2020. “Existe toda a nossa disposição. Queremos intensificar acordos de operações.”
Questionado se contratos que vierem a ser fechados no Espírito Santo podem representar a fabricação de veículos aqui, por meio da unidade da Volare/Marcopolo, em São Mateus, Monteiro não descartou. Ele explicou que a Scania já é parceira da Marcopolo atualmente. “Não há problema nenhum em andarmos de mãos dadas com a Marcopolo. Isso é muito possível. Afinal, eles têm encarroçado outros veículos a gás da Scania.”

O Fórum

O XI Fórum Capixaba de Energia (Fenergia), realizado no Hotel Golden Tulip Vitória, traz para o debate a competitividade do Espírito Santo no novo mercado de gás e reúne especialistas do setor, como o superintendente de petróleo da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Marcos Farias, e a ex-diretora da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Magda Chambriard.

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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