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Beatriz Seixas

Empresas capixabas vão atuar em Brumadinho

A busca das companhias é fruto da experiência que acumulam com prestação de serviços após a tragédia de Mariana

Publicado em 30 de Janeiro de 2019 às 18:59

Públicado em 

30 jan 2019 às 18:59
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Casa atingida pela enxurrada de lama após o rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG). Crédito: ANTNIO CÕCERO
Diante da tragédia em Brumadinho, empresas capixabas estão sendo demandadas para prestar serviços em Minas Gerais. Companhias de diferentes segmentos já começam a se organizar para tentar ajudar nas variadas atividades que serão necessárias nesse processo, tanto agora, enquanto as buscas pelas vítimas acontece, quanto posteriormente, na reconstrução da região e no atendimento aos envolvidos e suas respectivas famílias.
A busca das empresas do Espírito Santo é fruto da experiência que muitas delas acumulam após terem prestado serviços no caso do rompimento da barragem da Samarco, em Mariana, que aconteceu em novembro de 2015, e deixou um rastro de lama e prejuízos em Minas Gerais e também no Estado.
Uma fonte conta que entre as prestadoras de serviços que deverão atuar neste novo desastre está uma empresa de produtos químicos, que mexe com reagentes. “Essa já até já foi chamada e a expectativa é que muitas outras sejam requisitadas. Ter o trabalho das nossas empresas reconhecido fora do Estado é muito bom, mas não gostaríamos que fosse para esse tipo de situação. Infelizmente, as nossas empresas, com a experiência de Mariana, poderão prestar serviços lá”, lamenta o especialista.
Além dessa companhia do setor químico, deverão ser acionadas empresas que atuam na área social, com cadastramento de vítimas e pessoas ligadas aos atingidos, e ainda aquelas que fazem o controle de alimentação e distribuição de água, de produtos higiênicos e de limpeza.
Entre as capixabas também existem aquelas mais ligadas à área da mineração e à construção pesada, que deverão contribuir com serviços para a remoção da lama e para a construção de proteções emergenciais na região. Deverão ser chamadas ainda empresas que fornecem máquinas.

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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