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Novas negociações

Empresário que comprou supermercado de Guarapari adquire fábrica em Colatina

Compra foi feita pelo empresário Creso Suerdieck Dourado, mas futuro do negócio é incerto

Publicado em 18 de Dezembro de 2019 às 04:00

Públicado em 

18 dez 2019 às 04:00
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Sede da fábrica de laticínios Quero-Quero, em Colatina Crédito: Google Earth/Reprodução
Depois de comprar sete lojas da rede de supermercados de Guarapari Santo Antônio e quatro unidades que eram da bandeira Smart, também na Cidade Saúde, o empresário Creso Suerdieck Dourado adquiriu a Laticínios Colatina, dona das marcas Quero-Quero e Melissa. 
A negociação aconteceu há cerca de dois meses e a mudança no comando da gestão foi registrada na Junta Comercial do Espírito Santo (Jucees) em 25 de novembro. No documento, o qual a coluna teve acesso, os sócios Odilon Jacy Milagres Fontes e Rilza dos Santos Marques transferem as cotas para a J. Zouain e CIA LTDA, razão social do Supermercado Santo Antônio que, à época da assinatura do contrato com a Laticínios Colatina, estava sob a gestão de Creso Suerdieck.
A compra foi efetivada, pelo menos do ponto de vista legal, depois que a fábrica foi fechada em setembro deste ano. A empresa de Colatina,  com mais de 50 anos no mercado capixaba, fabricava produtos como queijo, manteiga e requeijão.
Produtos da marca Quero-Quero que eram fabricados pela empresa Laticínios Colatina Crédito: Facebook Quero-Quero/Reprodução
Segundo fontes ouvidas pela coluna, a Laticínios Colatina enfrentava um alto grau de endividamento. As dificuldades financeiras, inclusive, teriam sido o motivador para o encerramento das atividades, que resultou na demissão de dezenas de profissionais.
A coluna procurou o empresário Creso Suerdieck Dourado, por meio dos seus advogados, para saber quais os planos para o negócio. Perguntado se ele pretende reabrir a fábrica e fazer investimentos, ele informou que não tem nada a declarar. 
Profissionais da Laticínios Colatina quando a fábrica estava em operação Crédito: Laticínios Colatina/Divulgação

CONTRATO DE VENDA DA FÁBRICA PODE ESTAR AMEAÇADO

O contrato firmado entre os sócios Odilon Fontes e Rilza Marques com o empresário Creso Suerdieck Dourado pode estar ameaçado e corre até o risco de ser desfeito. Isso porque, quando ele foi firmado, a empresa que passou a ser a detentora das cotas foi a J. Zouain  e CIA LTDA, na ocasião sob a gestão de Creso, que havia comprado, em julho deste ano da família Zouain, a rede de supermercados Santo Antônio.
Acontece que poucos dias depois da mudança societária da Laticínios Colatina ser registrada na Junta Comercial do Espírito Santo,  no dia 25 de novembro, a venda da rede Santo Antônio para Creso Suerdieck Dourado foi suspensa pela Justiça, que concedeu em 28 de novembro uma liminar garantindo aos antigos donos a retomada da empresa.
Conforme a coluna publicou em outras ocasiões, a família Zouain entrou na Justiça para recuperar o negócio, uma vez que houve, segundo o proprietário do Santo Antônio, Jorge Zouain, descumprimento de contrato por parte de Creso, que fez a compra por meio da sua empresa DX Group Participações e Investimentos Eireli. 
A decisão sobre a suspensão do negócio corre em segredo de Justiça, mas a coluna teve acesso a documentos e informações que ajudam a entender o que pode estar por trás dessa decisão, como o não pagamento de parcelas por parte do comprador à família Zouain e a transferência fora do prazo de cotas societárias para terceiros. 
Diante de todo o imbróglio que envolve as negociações entre Creso Suerdieck e a família Zouain, e agora há ainda a Laticínios Colatina, a coluna procurou todas as partes para questionar se o contrato referente à fábrica será desfeito ou se há algum tipo de conversa e acordo sendo costurados. Mas os representantes das três empresas informaram que não vão se pronunciar.
Unidade da rede de supermercados Santo Antônio, em Guarapari, que chegou a ser comprada pelo empresário Creso Suerdieck Dourado Crédito: Carlos Alberto Silva

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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