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Beatriz Seixas

Em crise, Fertilizantes Heringer fecha unidades e demite funcionários

Reestruturação da empresa foi comunicada nesta quinta-feira

Publicado em 31 de Janeiro de 2019 às 17:55

Públicado em 

31 jan 2019 às 17:55
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Unidade da Fertilizantes Heringer em Dourados, Mato Grosso do Sul Crédito: Heringer/Divulgação
Uma das maiores empresas de fertilizantes do mercado brasileiro, a Heringer – que tem sua sede em Viana e atuação em praticamente todo o país –, anunciou nesta quinta-feira que irá fechar algumas plantas e demitir funcionários.
A decisão faz parte de um plano de reestruturação que será feito pela companhia diante da grave crise que ela vem enfrentando no mercado, especialmente de 2018 para cá.
No comunicado, feito por e-mail aos colaboradores, a empresa afirma que "por questões circunstanciais agravadas por uma medida judicial precipitada", a Heringer teve as suas contas bloqueadas, inviabilizando inclusive o pagamento dos salários de seus funcionários.
“Em razão disso, a partir de agora, durante o dia de hoje, realizaremos a rescisão dos colaboradores dessa unidade. As cartas de aviso prévio serão entregues pelo RH local. Essa é uma das várias iniciativas que a Heringer está adotando, buscando reverter essa atual situação e visando a continuidade da companhia”, informa um dos trechos da nota.
Com cerca de 3 mil funcionários no país, a informação inicial é que as mudanças não atingem neste momento a unidade capixaba, tanto em relação ao fechamento da empresa quanto ao desligamento de profissionais.
Ainda assim, de acordo com os últimos resultados apresentados pela companhia, que está com um alto endividamento, empregados, fornecedores, clientes e acionistas da companhia estão preocupados com o futuro da empresa, que está há mais de 50 anos no mercado.
Por enquanto, a coluna não tem detalhes de quantos colaboradores e plantas serão impactados, mas segundo fontes, entre as unidades estariam a de Patos de Minas (Minas Gerais), a de Dourados (Mato Grosso do Sul) e a de Três Corações (Minas Gerais).
Receita
No Espírito Santo, a Heringer é a companhia com o quinto maior faturamento, segundo o ranking "200 Maiores Empresas do Espírito Santo" do IEL.  Em 2017, dado mais atualizado da publicação, ela apresentou uma receita operacional bruta de R$ 4,86 bilhões, atrás somente de outras gigantes, como Petrobras, Vale, ArcelorMittal e EDP. 
Ações
No pregão desta quinta-feira, as ações da Heringer na Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, fecharam a R$ 3,96, uma queda de 5,71%.
 

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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