A política econômica posta em prática a partir de 2016 precisa ser debatida. Debate aberto e plural que privilegie o contraditório e que envolva o maior número possível de representantes dos mais diversos segmentos da sociedade brasileira. Isso porque economia é coisa séria demais para ser deixada por conta de alguns que se consideram iluminados e que se escondem na cortina de fumaça de falas incompreensíveis até mesmo a iniciados.
Os argumentos para justificar cada retrocesso em avanços sociais são sempre os mesmos: o sacrifício se faz necessário para que o país volte a crescer e a gerar empregos. Foi assim com a retirada de direitos fundamentais em saúde, educação, assistência social, entre outros, quando da PEC de congelamento de gastos. Tirou-se futuro da gente brasileira – consagrados na Constituição de 1988. E os empregos e o crescimento prometidos, onde estão?
Foi assim com a reforma açodada da legislação trabalhista. Direitos estabelecidos desde os anos 1930
foram retirados sem qualquer debate sobre suas consequências. Prejudicou assalariados e reduziu a massa salarial. Como consequência, reduziu a demanda por bens e serviços que prejudica principalmente micro, pequenas e médias empresas e produtores de bens e serviços. Uma vez mais, onde estão o crescimento e os empregos prometidos?
Empregos e crescimento que deixaram de acontecer quando das reformas anteriores. Agora, são a principal “cenoura” da reforma da Previdência. Promessas falsas feitas por tecnocratas defensores dos que ganham sempre – o sistema financeiro. Promessas falsas que ganham manchetes bombásticas em parte da mídia de mercado e de fake news em redes sociais.
Debate de ideias sobre reformas necessárias inexistem. Análise de resultados mundo afora de políticas neoliberais como as aqui praticadas, muito menos. Debate e análise que pouco interessam a governo e legislativo que perdem aceleradamente a legitimidade obtida nas urnas em 2018. Perda devida ao descompromisso com princípios éticos prometidos durante a campanha.
Perda devido à falta de resultados da política econômica desde 2016 – geração de emprego e crescimento quase nulos; empobrecimento dos de menor renda; fechamento de empresas; desnacionalização das riquezas do país etc. Chegou a hora de rasgar a fantasia. A política em vigor desde 2016 responde a pressões da financeirização mundializada e tem nada a ver com o que interessa ao Brasil, sua gente, suas riquezas naturais e tecnológicas.