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Economia

Turismo: como vender melhor o Espírito Santo lá fora?

Câmara Estadual de Turismo do Espírito Santo (CET-ES) foi reativada com novo formato. A ideia básica  é diminuir o déficit de governança privada no turismo capixaba.

Publicado em 17 de Junho de 2023 às 00:12

Públicado em 

17 jun 2023 às 00:12
Antônio Carlos Medeiros

Colunista

Antônio Carlos Medeiros

Boas notícias para o turismo no Espírito Santo. Com o apoio do governador Renato Casagrande, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado (Fecomércio-ES) impulsionou a reativação, com novo formato, da Câmara Estadual de Turismo do Espírito Santo (CET-ES). Ela é integrada por entidades privadas como a Fecomércio, o Sebrae, a ABHI-ES, a Findes, a Fetransportes e outras também importantes.
Para José Antonio Buffon, da Fecomércio, é uma iniciativa que mostra que “chegou a hora do turismo no Espírito Santo”. A ideia básica da Câmara é diminuir o déficit de governança privada no turismo capixaba.
A Fecomércio assume o papel de interlocução e indução do turismo capixaba. “Nós estamos colocando a Fecomércio como uma mesoinstância, que se coloca entre o interesse público, as políticas estruturantes do Estado e as micro governanças dos sindicatos e associações, que prezam pelo interesse corporativo”, diz Buffon. Hoje, o turismo não tem interlocutor. Agora terá, ele afirma.
Uma nova governança do tema no ecossistema de turismo do ES poderá realmente fazer a diferença. Na direção de impulsionar e viabilizar a articulação de projetos que são consensuais – em parcerias no âmbito privado, ou em parcerias público-privadas ou público-públicas (governos federal, estadual e municipal). O turismo é essencialmente uma iniciativa privada, de sociedade, mas precisa da indução pública.
Um Macro Plano Estratégico de Turismo no ES, visando a implantação da ideia de rota estratégica do turismo capixaba, está sendo conduzido pelo governo estadual, através da secretaria de Turismo, em parceria com as entidades privadas. A ideia central é vender melhor o Espírito Santo, principalmente no âmbito nacional. E estruturar melhor os destinos turísticos no ES: Itaúnas, Caparaó, Guarapari, Grande Vitória. “Diálogo” com o mar. “Diálogo” com as montanhas.
O potencial turístico do Brasil e do Espírito Santo é sempre citado e lembrado. Mas o fato é que o turismo não tem sido prioridade, tanto no âmbito nacional, quanto no âmbito estadual. A cidade de Barcelona, na Espanha, recebe mais turistas do que o Brasil como um todo. Só a Igreja da Sagrada Família, em Barcelona, recebe 12 milhões de turistas por ano. Enquanto isto, o Brasil como um todo recebe apenas 4 milhões de turistas.
Templo nublado
Crédito: Carlos Alberto Silva
Nerleo Caus de Souza, da ABIH-ES, é cirúrgico: “Não temos estratégia”. Para ele, o turismo tem que ser transversal e estimulado por parcerias público-privadas. Neste sentido, ele recebeu com bons olhos a reativação da Câmara Estadual de Turismo, liderada pela Fecomércio.
Nerleo enfatiza que o Espírito Santo tem vantagens comparativas e que o foco precisa ser o turismo interno. O Brasil tem um potencial de 100 milhões de turistas nacionais e o estado está ao lado de quase 45% do PIB nacional. E tem melhorado muito nos quesitos básicos do turismo: segurança; infraestrutura; estrutura de hotelaria; mão de obra. Ele também focaliza a necessidade de vender melhor o estado.
O novo aeroporto de Vitória tem 2/3 de sua capacidade ociosa. A BR 101 já melhorou bastante. A BR 262 será finalmente melhorada no trecho até a divisa com Minas Gerais. Agora, do ponto de vista de projetos estruturais, a Câmara Estadual de Turismo vai em busca de colocar de pé uma parceria pública-privada para viabilizar (finalmente) o projeto de um novo Centro de Convenções na Grande Vitória. Esse projeto é uma unanimidade do setor, e já conta com o apoio do governo Casagrande.
Muitas iniciativas estão na pauta da Câmara e da ABHI. Para vender o estado, será estimulado e ampliado o Calendário de Eventos nacionais, como a Festa da Penha; os Passos de Anchieta; os festivais; o Vital; a Corrida Garoto. É preciso criar eventos e divulgar, aponta Nerleo.
A pauta estratégica está bem definida na agenda das entidades do setor e do governo estadual. O que precisa agora é vontade política para colocar os projetos de pé e captar recursos privados. A boa notícia é que os recursos existem no mercado empresarial e no mercado financeiro, desde que se tenha projetos viáveis.
Nessa direção, o novo arranjo institucional de governança na área do Turismo é realmente uma boa notícia. Transformar o turismo em agenda de Estado. Mãos à obra.

Antônio Carlos Medeiros

É pós-doutor em Ciência Política pela The London School of Economics and Political Science. Neste espaço, aos sábados, traz reflexões sobre a política e a economia e aponta os possíveis caminhos para avanços possíveis nessas áreas

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