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Economia e Negócios

Importação de carros pelo ES pode travar se o Fisco não liberar novas áreas

Confira os detalhes com o comentarista Abdo Filho

Publicado em 16 de Janeiro de 2024 às 10:54

Abdo Filho

Publicado em 

16 jan 2024 às 10:54
Carros estacionados no pátio da  GDL, Cariacica
Carros estacionados no pátio da GDL, Cariacica Crédito: Ricardo Medeiros
Nesta edição do Economia e Negócios, o comentarista Abdo Filho traz como destaque a informação que a importação de carros pelo Espírito Santo, um dos negócios que mais tem movimentado o comércio internacional capixaba nos últimos anos – foram quase US$ 2 bilhões (R$ 9,78 bi) em 2023 –, corre o risco de travar, agora em janeiro, por falta de espaço para armazenagem. Os três portos secos da Rodovia do Contorno - um do TERCA Zilli e dois da GDL Logística - estão próximos do limite da capacidade e, se a Receita Federal não deliberar o quanto antes sobre os pedidos de ampliação das áreas alfandegadas (exclusivas para mercadorias importadas ou que serão exportadas), não haverá espaço para a estocagem de novos veículos.
"A demanda, que já vem em alta, deve ser ampliada nos primeiros meses de 2024, afinal, o governo federal anunciou a volta progressiva da cobrança de imposto de importação sobre carros elétricos, daí o gargalo. Só em janeiro, a previsão da Associação dos Portos Secos do Espírito Santo é de que 15 mil veículos irão entrar pelo Estado. O Espírito Santo responde por 32% dos carros que entram no Brasil, a maior operação do Brasil. Sem espaço para armazenagem, abrirá a porta para a concorrência de outros Estados. Os três portos secos em operação na Grande Vitória possuem cerca de 1,5 milhão de m² de área alfandegada", informa o comentarista.
Preocupados com a situação, Vports, concessionária responsável pelo Porto de Vitória, e Sindiex (Sindicato do Comércio Importador e Exportador), enviaram uma carta reclamando da situação para o governador Renato Casagrande, para o vice Ricardo Ferraço, para o presidente da Assembleia Legislativa Marcelo Santos e para a bancada federal do Espírito Santo. O objetivo é fazer com que o problema chegue a Brasília, à mesa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Ouça a conversa completa!
CBN - Economia e Negócios - 16-01-24
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