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José Carlos Corrêa

Capixabas colhem os frutos do Inocoop

É muito bom constatar que uma nova geração de profissionais mantém o Inocoop-ES na rota das realizações, sob o comando do sucessor de Arízio

Publicado em 10 de Agosto de 2018 às 13:05

Públicado em 

10 ago 2018 às 13:05
José Carlos Corrêa

Colunista

José Carlos Corrêa

Compradores devem pesquisar localização e histórico de obras das empresas Crédito: Edson Chagas/Arquivo
Jornalista de A GAZETA, encontrei Arízio Varejão Passos Costa no ônibus da Viação Alvorada. Eu seguia para fazer a cobertura jornalística de uma sessão da Câmara Municipal de Vila Velha e ele retornava à sua residência após um dia de trabalho. Foi quando Arízio, com seu entusiasmo habitual, me colocou a par das primeiras realizações (a construção de casas populares em Fradinhos e Santa Inês) e dos planos para o futuro do Inocoop-ES, o Instituto de Orientação às Cooperativas Habitacionais do Espírito Santo.
Foi a primeira vez que ouvi falar do idealismo de João Machado Fortes, o diretor do Banco Nacional de Habitação que estimulava a formação de cooperativas habitacionais e dos órgãos técnicos destinados a orientá-las, os Inocoops. Soube, então, que no Espírito Santo João Fortes encontrou outros idealistas no Movimento Familiar Cristão e, junto com Jones Santos Neves Filho, havia viabilizado a criação do Inocoop-ES e das primeiras cooperativas habitacionais em terras capixabas.
Fiquei admirado com o pioneirismo da proposta sem saber que, alguns anos depois, a convite de Jones, eu passaria a integrar os quadros do Inocoop-ES, tendo a honra e a satisfação de trabalhar ao lado de pessoas tão idealistas
Fiquei admirado com o pioneirismo da proposta sem saber que, alguns anos depois, a convite de Jones, eu passaria a integrar os quadros do Inocoop-ES, tendo a honra e a satisfação de trabalhar ao lado de pessoas tão idealistas como Fortes, como Arízio, Creso Euclydes, Luiz Guilherme Santos Neves, Waldir Amorim, Paulo Paiva e tantos outros. Foram 13 anos de aprendizado e muitas realizações concretizadas em habitações populares que se espalham por todo o Espírito Santo.
Com emoção, recebi o convite para as comemorações dos 60 anos do Inocoop-ES, completados no último dia 7. Só então me dei conta que já se passaram quase seis décadas do encontro com Arízio no ônibus da Alvorada e quase cinco da primeira vez que entrei na sala do Inocoop-ES, então no Edifício Ruralbank, para assumir as minhas funções ainda como estudante de engenharia.
É muito bom constatar que uma nova geração de profissionais mantém o Inocoop-ES na rota das realizações, sob o comando do sucessor de Arízio, Aristóteles. São 41 mil habitações entregues e mais de 150 mil pessoas beneficiadas. É o sonho da casa própria que se realiza através do cooperativismo. Meu orgulho se renova sempre que encontro alguém que mora em uma habitação construída por uma cooperativa, como as que estão no Parque Residencial Laranjeiras, Barcelona, Serra Dourada, Coqueiral de Itaparica, Araçás, Jardim Asteca, Guaranhuns e tantos outros bairros que ajudamos a construir.
É o ideal que João Fortes, Joninho e Arízio semearam e cujos frutos estão sendo – e ainda serão, por muitos anos, – colhidos pelos capixabas.
*O autor é jornalista
 

José Carlos Corrêa

E jornalista. Atualidades de economia e politica, bem como pautas comportamentais e sociais, ganham analises neste espaco.

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