Depois de tanta polêmica no final do ano passado, quando chegou a pedir à Prefeitura de Vitória R$ 2 milhões extras para cobrir suas despesas, a presidência da Câmara de Vereadores anuncia agora que vai devolver aos cofres públicos R$ 1.095.985,94 que sobraram no caixa da Casa.
Em novembro, o presidente da Câmara, Cléber Félix (PP) criou uma polêmica com o prefeito Luciano Rezende (Cidadania) ao pedir mais R$ 2 milhões para cobrir despesas do Legislativo, que já tinha um orçamento de R$ 27,7 milhões para o exercício de 2019. Logo depois, Félix deu uma recuada e solicitou R$ 1,5 milhão de suplementação.
Adversário político do presidente da CMV, o prefeito foi às redes sociais e mandou um recado explícito para Cléber Félix: “Não é me dá mais dinheiro. É gaste melhor o dinheiro público e economize”.
O presidente da Câmara, entretanto, não ficou satisfeito: “O valor repassado não representa o solicitado”, disse na época Félix, que é pré-candidato a prefeito de Vitória.
Além dos R$ 600 mil liberados em dezembro, a CMV já havia recebido, como suplementação da PMV, R$ 66.250 em 6 de novembro e R$ 164.672 em 1º de novembro. O total de repasses extras foi de R$ 830.922, como admitiu o próprio Legislativo municipal.
Segundo a assessoria da CMV, o valor que está sendo devolvido agora não diz respeito só ao ano de 2019.
ANTECESSOR DE FÉLIX QUER DINHEIRO NA EDUCAÇÃO
Antecessor de Félix na presidência do Legislativo da Capital, o vereador Vinícius Simões (Cidadania), aliado de Luciano Rezende, enviou um ofício pedindo ao presidente Cléber Félix que devolva o recurso não utilizado para o setor de Educação de Vitória: “Onde devem ser usados estes recursos públicos, na Câmara de Vereadores ou nas escolas da cidade? Óbvio que nas escolas. O presidente precisa devolver dinheiro da população para as escolas”, destacou Simões.