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Em comunicado

Witzel nega interferência política em inquérito sobre morte de Marielle

Além disso, o governador do RJ disse que a manifestação de Bolsonaro, em live, mais cedo, foi 'intempestiva'

Publicado em 30 de Outubro de 2019 às 07:58

Redação de A Gazeta

Publicado em 

30 out 2019 às 07:58
O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel Crédito: Antonio Cruz/Agência Brasil
O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), negou na madrugada desta quarta-feira (30), que tenha interferido nas investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) ou vazado detalhes do inquérito à imprensa. Em comunicado publicado no Twitter, em resposta ao presidente Jair Bolsonaro, Witzel afirmou que em seu governo, "as instituições funcionam plenamente e o respeito à lei rege todas as nossas ações". Witzel disse que a manifestação de Bolsonaro, em live, mais cedo, foi "intempestiva".
No vídeo, o presidente acusa o governador do Rio de querer "destruir" a sua família para "chegar à Presidência da República". "Por que essa sede pelo poder, senhor governador Witzel?", questionou Bolsonaro. Segundo o presidente, Witzel estaria por trás do vazamento do inquérito ao Jornal Nacional, da TV Globo. Em reportagem veiculada na terça-feira, o JN afirmou que um suspeito da morte da vereadora visitou o condomínio onde ele mora no Rio no dia do crime.
"Defenderei equilíbrio e bom senso nas relações pessoais e institucionais", declarou o governador.

LEIA ABAIXO O COMUNICADO NA ÍNTEGRA:

"Lamento profundamente a manifestação intempestiva do presidente Jair Bolsonaro. Ressalto que jamais houve qualquer tipo de interferência política nas investigações conduzidas pelo Ministério Público e a cargo da Polícia Civil. Em meu governo as instituições funcionam plenamente e o respeito à lei rege todas as nossas ações. Não transitamos no terreno da ilegalidade, não compactuo com vazamentos à imprensa. Não farei como fizeram comigo, prejulgar e condenar sem provas. Hoje, fui atacado injustamente. Ainda assim, defenderei, como fiz durante os anos em que exerci a Magistratura, o equilíbrio e o bom senso nas relações pessoais e institucionais. Fui eleito sob a bandeira da ética, da moralidade e do combate à corrupção. E deste caminho jamais me afastarei."
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