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Das 175 estruturas

Vale fez simulações de emergência em apenas 9 das suas 175 barragens

Os dados estão em uma apresentação de sustentabilidade feita pela empresa que garantia que "todas as barragens de minério de ferro da Vale estão seguras e operando dentro dos limites normais"

Publicado em 02 de Fevereiro de 2019 às 11:02

Publicado em 

02 fev 2019 às 11:02
Bombeiro em resgate na lama, em Brumadinho Crédito: WILTON JUNIOR
Relatório da mineradora Vale revela que, em 2018, a empresa fez apenas nove simulados de emergência em barragens de rejeitos de minérios de ferro, apesar de possuir 175 estruturas em todo o país.
Os dados estão em uma apresentação de sustentabilidade feita pela empresa que, um mês antes da tragédia em Brumadinho (MG), garantia que "todas as barragens de minério de ferro da Vale estão seguras e operando dentro dos limites normais".
De acordo com a empresa, o simulado tem objetivo de "testar recursos, rotas de fuga e pontos de encontro das localidades que estão definidos em nossos planos".
Mesmo com o teste, o rompimento da barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho, no dia 25, provocou ao menos 115 mortes. Até a noite desta sexta-feira (1º), 248 pessoas estavam desaparecidas.
Peça fundamental do plano de emergência, as sirenes de alerta da Vale não funcionaram nesse caso.
Segundo o relatório da mineradora, em 2018, foram realizados os chamados Planos de Ação de Emergência de Barragens de Mineração em três estados: Minas, Pará e Mato Grosso. Para este ano, o relatório tinha 15 exercícios do tipo planejados.
A empresa produziu até uma história em quadrinhos mostrando como funciona o plano de emergência.
Um dos personagens usados para exemplificar o sistema de segurança frisa a importância das sirenes: "O acionamento das comunidades está previsto por meio de sirenes, caso seja percebida alguma situação que represente ameaça. Nessa hipótese, todos deverão se dirigir aos pontos de encontro".
A barragem que se rompeu em Brumadinho foi um dos locais onde foi realizada a simulação de emergência.
De acordo com publicação de junho no site da Vale, 109 pessoas participaram -82% do esperado. Do simulado também participaram órgãos como Defesa Civil, Polícia Militar e a Feam (agência ambiental mineira).
Como a sirene não tocou, as pessoas não tiveram a chance de agir conforme as instruções do plano.
Na publicação da empresa, com um intertítulo "comunidade tranquila", a Vale trouxe o depoimento de uma moradora da região que participou da simulação. Segundo ela, o teste lhe dava mais segurança e tranquilidade.
O relatório da Vale ainda cita uma série de medidas de segurança, como 100% das barragens de minério de ferro com declaração de estabilidade emitida pelos órgãos externos. No caso de Brumadinho, a polícia prendeu, na terça-feira (29), engenheiros e funcionários que atestaram a segurança da estrutura.
A mineradora menciona no documento que tem o objetivo de reduzir continuamente o número de barragem de rejeitos: "Em 2018, reduzimos o nosso portfólio de 150 para 136 estruturas."
Procurada, a Vale não respondeu aos questionamentos da Folha de S.Paulo até a conclusão desta edição.

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