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"Bombadeira Skarlet"

Suspeita de aplicar silicone industrial é presa após morte de mulher trans no Paraná

Investigada já respondia por outra morte em São Paulo
Agência FolhaPress

Publicado em 

24 mar 2025 às 07:37

Publicado em 24 de Março de 2025 às 07:37

Uma travesti de 56 anos foi presa nesta quinta-feira (20) em São Paulo por suspeita de ter sido a responsável pela morte de Cristiane Andrea da Silva em outubro em Ponta Grossa, no Paraná.
Segundo a Polícia Civil do Paraná, a vítima morreu após a aplicação de silicone industrial. O uso da substância no corpo humano é crime no Brasil.
Skalet foi indiciada por homicídio e exercício ilegal da medicina. Cristiane Andrea da Silva (à direita) tinha 39 anos
Skarlet foi indiciada por homicídio e exercício ilegal da medicinaCristiane Andrea da Silva tinha 39 anos Crédito: Polícia Civil/Reprodução
As investigações apontam que a suspeita, identificada como Skarlet, oferecia procedimentos estéticos para mulheres trans e travestis, apesar de não ter formação médica. Ela foi indiciada por homicídio e exercício ilegal da medicina e está presa preventivamente (sem prazo).
A reportagem não localizou a defesa de Skarlet. Questionada, a polícia não disse se ela tem advogado.
Silva, que era uma mulher trans, teria pago R$ 1.550 em quatro parcelas pelo procedimento, diz a polícia. Após passar mal, ela foi levada pelo marido até uma UPA, mas morreu durante o atendimento médico.
"As investigações tiveram início após o recebimento de um chamado do hospital informando que a vítima tinha vindo a óbito por complicações em decorrência de uma cirurgia plástica ilegal realizada em seu corpo", disse o delegado Luiz Timossi.
Em um documento usado na investigação do caso, um perito afirma que o local onde foi realizado o procedimento em Silva era "totalmente insalubre e inadequado para intervenções médicas".
Ainda de acordo com ele, Skarlet fugiu após as complicações no procedimento. A polícia também disse que ela se apresentava como "bombadeira", termo usado para pessoas que não possuem formação médica e aplicam silicone industrial ou outras substâncias para modificação corporal, especialmente em mulheres trans e travestis.
O delegado afirmou que a suspeita já responde a um processo semelhante na cidade de Marília, em São Paulo pela morte de Nicole Souza em 2019, que também aconteceu após aplicação de silicone industrial.
O silicone industrial —que serve para a limpeza de carros e peças de avião e a impermeabilização de azulejos— pode causar deformações, dores, dificuldades para caminhar, infecção generalizada, embolia pulmonar e até a morte.

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