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Apuração

STF abre inquérito contra Carla Zambelli por perseguição armada

Deputada foi denunciada pela Procuradoria-Geral da República por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma

Publicado em 04 de Fevereiro de 2023 às 10:59

Agência FolhaPress

Publicado em 

04 fev 2023 às 10:59
O Supremo Tribunal Federal (STF) abriu inquérito para investigar a deputada Carla Zambelli (PL-SP), que perseguiu, com arma em punho, um homem na véspera do segundo turno das eleições. A relatoria do inquérito no Supremo é do ministro Gilmar Mendes.
A deputada foi denunciada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) no fim de janeiro sob acusação de porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma.
Na ocasião, Zambelli, aliada de Jair Bolsonaro (PL), foi filmada apontando a arma para um homem negro na esquina da rua Joaquim Eugênio de Lima com a alameda Lorena, em São Paulo. No vídeo, ela atravessa a rua e entra em um bar com uma pistola empunhada.
A parlamentar alegou ter sido agredida e empurrada pelo homem, o jornalista Luan Araújo.
A deputada federal Carla Zambelli saca arma no meio da rua em São Paulo, antes das últimas eleições
A deputada federal Carla Zambelli saca arma no meio da rua em São Paulo, antes das últimas eleições Crédito: Twitter/Reprodução
Em 20 de dezembro, o ministro Gilmar Mendes já havia atendido pedido da PGR (Procuradoria Geral da República) e determinado que Zambelli entregasse a pistola que usou para perseguir o homem.
A parlamentar cumpriu a decisão em 27 de dezembro, quando entregou a pistola Taurus G3C e as munições na Superintendência da PF em São Paulo.
Gilmar autorizou as buscas de sexta-feira (3) a pedido da PF e da PGR. A PF teria identificado que a deputada não entregou todas as armas que tinha e informou isso para o STF. Lindôra Araujo, vice-procuradora-geral, concordou com as buscas;
Em nota, a deputada criticou a decisão do STF, alegando que havia "cumprido integralmente a decisão anterior, de forma voluntária".
O comunicado afirma ainda que "o recurso apresentado pela defesa da deputada não foi sequer apreciado, mesmo tendo sido protocolado antes do novo pedido de busca e apreensão da PGR".
Um segurança da deputada chegou a ser preso pela Polícia Civil, mas libertado após pagamento de fiança. Ele é o autor do disparo de arma de fogo no momento da confusão.
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