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Covid-19

Secretário de Saúde do Rio apela para pessoas evitarem sair de casa

O fim de semana de praias lotadas e bares cheios preocupou as autoridades, que consideraram o comportamento incompatível com a atual epidemia do novo coronavírus

Publicado em 16 de Março de 2020 às 12:52

Redação de A Gazeta

Publicado em 

16 mar 2020 às 12:52
Mulher com sintomas de coronavírus. Freepik Crédito: Freepik
O secretário estadual de Saúde do Rio, Edmar Santos, fez um apelo na manhã desta Segunda-feira (16) para que a população evite ao máximo sair de casa. Já faltam leitos de UTI no sistema público de saúde. A previsão é de que o Estado registre 24 mil novos casos dentro de um mês. Na noite de domingo, o Rio de Janeiro registrou o primeiro caso grave de covid-19. Trata-se de um senhor de mais de 60 anos, que está internado na rede privada. De acordo com o último boletim da secretaria, o Estado tem 24 casos confirmados e 95 suspeitos.
"As pessoas só devem sair de casa agora se tiverem que ir trabalhar, se não conseguirem trabalhar de casa, em home office, se forem comprar comida ou remédio, ou se tiverem que ir a um médico", afirmou o secretário, em entrevista ao Bom dia Rio, da TV Globo. "Se não tiver nenhuma dessas situações, tem que ficar em casa", enfatizou.
Ao fim de um domingo de sol com praias lotadas, o governador Wilson Witzel que chegara a ameaçar a interdição da orla, adotou um tom mais brando. "Em hipótese alguma, quero pegar uma pessoa, arrastar pelo braço e levar para casa. Não acho que será necessário isso", afirmou o governador na noite de domingo, também em entrevista à TV Globo.
"O momento não é de proibir. Eu quero conscientizar o povo fluminense de que ele pode ser o portador de uma doença que vai matar o seu avô, que vai matar o seu pai. Vai haver um momento de voltar para a praia, mas esse momento agora de aglomeração de pessoas vai ser fatal para aquelas que a gente mais ama."
Tanto o secretário quanto o governador falaram sobre a falta de leito nas UTIs. A previsão do governo é que, dentro de 30 dias, haverá mais 300 leitos à disposição da população. Outros 300 estarão disponíveis em 60 dias. Parte das vagas virá de hospitais que hoje estão desativados. Santos afirmou ainda que há negociações com o setor privado para a disponibilização de outros leitos.

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