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Declarações

Se Gilmar tiver 'grandeza moral', tem de se desculpar, diz Mourão

O vice-presidente Hamilton Mourão voltou a criticar declaração do ministro do STF que o Exército se associou a um 'genocídio'

Publicado em 14 de Julho de 2020 às 14:32

Redação de A Gazeta

Publicado em 

14 jul 2020 às 14:32
Vice-Presidente da República, Hamilton Mourão
Vice-Presidente da República, Hamilton Mourão Crédito: Isac Nobrega/PR
O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta terça-feira (14) que, se o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tiver "grandeza moral", tem de se desculpar e se retratar após declarar que o Exército se associou a um "genocídio" durante a pandemia do novo coronavírus.
Na segunda-feira (13) o vice já havia dito que Gilmar "forçou a barra e ultrapassou o limite da crítica". Em nota divulgada na manhã desta terça, o ministro do Supremo Tribunal Federal afirmou que não atingiu a honra do Exército e manteve as críticas à "substituição de técnicos por militares nos postos-chave do Ministério da Saúde".
Em reação às afirmações de Gilmar, o Ministério da Defesa afirmou que entraria com uma representação contra ele na Procuradoria-Geral da República (PGR).
Na entrevista à CNN Brasil nesta terça, Mourão afirmou que é preciso esperar a redução no avanço da covid-19 no País para promover a troca no comando do Ministério da Saúde. "Espera a pandemia arrefecer, aí troca", disse.
Eduardo Pazuello, general da ativa, está no comando interino da pasta há dois meses, após a saída de Nelson Teich.
Na visão do vice-presidente, a covid-19 apresenta "menores graus de letalidade em locais onde houve avanço muito rápido", como São Paulo, Rio de Janeiro, Manaus e Belém. "Deixa que se tenha noção de que atingimos um ponto de controle para aí trocar ministro."
Para Mourão, que é general da reserva, a eventual troca de ministros cabe ao presidente Jair Bolsonaro. Pazzuelo é pressionado pelo núcleo militar do governo para deixar a ativa e ir para a reserva no Exército.
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