Sair
Assine
Entrar

  • Início
  • Brasil
  • Ronaldinho admite crime e fica livre de acusação pela promotoria do Paraguai
Estadão

Ronaldinho admite crime e fica livre de acusação pela promotoria do Paraguai

O ex-jogador admitiu a prática do crime de utilização de documentação falsa, mas a promotoria considerou que eles foram enganados e solicitou a aplicação do 'critério de oportunidade'

Publicado em 06 de Março de 2020 às 09:02

Redação de A Gazeta

Publicado em 

06 mar 2020 às 09:02
Ronaldinho foi detido no Paraguai por uso de supostos passaportes falsos Crédito: Divulgação
O Ministério Público do Paraguai decidiu não apresentar uma acusação contra Ronaldinho Gaúcho nem seu irmão Assis na investigação sobre o uso de documentos falsos. O ex-jogador admitiu a prática do crime de utilização de documentação falsa, mas a promotoria considerou que eles foram enganados e solicitou a aplicação do "critério de oportunidade".
Após quase 24 horas dos primeiros procedimentos e após um longo dia de depoimentos, finalmente o promotor Federico Delfino informou que Ronaldinho e seu irmão e empresário não seriam acusados e que solicitaria a liberação de ambos.
"Vamos acusar várias pessoas por fatos diferentes pela prova documental, assim como por associação criminosa. A investigação ainda está aberta. O senhor Ronaldo de Assis Moreira, mais conhecido como Ronaldinho, forneceu vários dados relevantes para a investigação e eles foram beneficiados com uma saída processual que estará a cargo do Juizado Penal de Garantias", disse Delfino, sobre o pedido do Ministério Público para deixar livre do processo os ex-jogadores.
Delfino explicou que essa decisão permite que o ex-jogador deixe o caso, mas com a condição de admitir a prática do crime que foi acusado, sendo neste caso o uso de documentos de conteúdo falso. "Eles foram surpreendidos em boa fé".
"É a aplicação da figura do critério de oportunidade com a admissão correspondente do fato por eles, bem como de uma reparação social que fica a critério do Tribunal de Garantias", disse Delfino, sobre as condições para conceder a saída do caso para Ronaldinho.
"Considerando que essas pessoas foram surpreendidas de boa fé por terem documentos apócrifos paraguaios de conteúdo falso e com os dados que contribuíram para a investigação e que estão sendo muito úteis para atrapalhar essa quadrilha criminosa dedicada à produção de documentos falsos, solicitamos a liberação", disse o promotor.
Por outro lado, foram imputados o empresário brasileiro Wilmondes Sousa Lima e as paraguaias María Isabel Galloso e Esperanza Apolonia Caballero. Em nome das duas mulheres que habitam um dos bairros mais pobres de Assunção, foram emitidos passaportes, que mais tarde foram adulterados para acrescentar os dados de Ronaldinho e seu irmão.
A Procuradoria solicitou a prisão preventiva de Sousa Lira, que é acusado especificamente pela produção de documentos falsos, entre outros crimes. Há também pessoas e funcionários públicos na mira do MP paraguaio.

HISTÓRICO

Ronaldinho desembarcou em Assunção às 9h05 de quarta-feira, acompanhado de Assis. Ele participaria da apresentação e lançamento de um programa da Fundação Fraternidade Angelical. Além disso, lançaria a biografia "Gênio da Vida".
Durante o dia, teve tratamento parecido ao de chefes de estado, tendo até proteção policial durante seu deslocamento. No entanto, a história deu uma guinada drástica à noite, quando foi alvo de ação da polícia e do MP. Representantes da promotoria paraguaia foram ao quarto do hotel de luxo onde ele estava hospedado, pois o campeão mundial pela seleção brasileira teria entrado no Paraguai usando documentos de conteúdo falso.
Na manhã desta quinta-feira (5), o comissário Gilberto Fleitas, diretor de investigação de fatos puníveis da Polícia Nacional, afirmou que Ronaldinho lhe disse ter recebido os passaportes falsos com os quais entrou no Paraguai das mãos do empresário Wilmondes Sousa Lira em sua casa no Brasil.
No entanto, essa versão foi contrariada pela relatada posteriormente por Delfino, que contou em uma entrevista coletiva que os documentos foram entregues a Ronaldinho e seu irmão em uma sala VIP do aeroporto Silvio Pettirossi, após o desembarque no Paraguai.
A versão mudou novamente na tarde desta quinta-feira. Adolfo Marín, advogado de Ronaldinho, disse que os documentos foram entregues a ele em sua casa no Brasil há um mês pelo empresário Sousa Lira. "Sousa Lira entregou os documentos no Brasil, não me lembro da data, mas cerca de 20 a 30 dias atrás", afirmou.
Segundo Marín, Sousa Lira viajou para a casa de Ronaldinho no Brasil para entregar passaportes e cartões de identificação. "Ele não solicitou esses documentos. Ele os recebeu enquanto estava em casa. Ele não forneceu nenhuma informação ou fotografia para a preparação dos documentos", acrescentou.
Por fim, ele disse que Ronaldinho e Assis são vítimas de Sousa Lira. O ex-jogador, então, está livre e deve esperar um juiz determinar a reparação social que precisará realizar para finalmente ser totalmente retirado do caso.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Brasileiros veem sonho da cidadania ser adiado após mudança na lei em Portugal
Imagem de destaque
Espírito Santo produziu quase 4,6 bilhões de ovos em 2024
Segundo o Corpo de Bombeiros, o local é de difícil acesso e a operação exige cuidado extremo para não ferir o animal
Cadela presa em fresta de rocha há três dias mobiliza resgate em Colatina

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados