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Pandemia

Réveillon e Carnaval dependem de vacina, afirma governo de São Paulo

A gestão também alertou para a região de Piracicaba que registrou alta no número de casos e governo está alerta  para a ocupação total dos leitos de UTI

Publicado em 14 de Julho de 2020 às 15:15

Redação de A Gazeta

Publicado em 

14 jul 2020 às 15:15
Movimento no Viaduto do Chá em São Paulo durante a quarentena
Movimento no Viaduto do Chá em São Paulo durante a quarentena Crédito: Rovena Rosa/Agência Brasil
O governo João Doria (PSDB) afirmou nesta terça-feira (14) que a realização em São Paulo dos eventos que geram aglomeração, como o Réveillon e Carnaval, de 2021, dependem da vacina contra o novo coronavírus e do comportamento da pandemia.
"Eventos onde não há controle de quantas pessoas participam e há aglomeração enorme não estão na visão próxima para o centro de contigência. Eles estão previstos, no mínimo, para a fase azul e não é uma situação que temos para as próximas semanas ou até meses", disse Paulo Menezes, durante entrevista de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, zona oeste de São Paulo.
Menezes afirmou que é compreensível a necessidade de planejamento para este tipo de mega evento, porém disse que "frente a situação que temos hoje da pandemia e da ameaça de transmissão da população do estado de São Paulo, não é algo que o centro considera possível nesse momento".
João Gabbardo, coordenador executivo do Comitê de Contingência contra o Coronavírus, completou que tais eventos dependem do momento em que a vacina estará disponível, ao menos para a população de maior risco.
Durante a entrevista, também foi informado que Piracicaba registrou alta no número de casos e governo está alerta pois a região pode atingir a ocupação total dos leitos de UTI.
Por isso, os pacientes de cidade terão preferência, assim como os de Campinas, para atendimentos no hospital de campanha do Ibirapuera, na capital. Além disso, também foram implementados 12 leitos de UTI do Hospital Regional de Piracicaba Dra. Zilda Arns.
Gabbardo frisou que, por enquanto, a recomendação é de alerta e não de mudança de fase e informou que a região permanece na fase 2 (laranja), classificada como fase de controle com possibilidade de abertura do comércio com restrições.
Segundo Patricia Ellen, secretaria de Desenvolvimento Econômico, tanto o estado de São Paulo quanto a capital registraram 45% de isolamento na segunda-feira (13).
Após o governo anunciar, na segunda, que o estado registrou 4,8% de letalidade, o menor da série histórica, nesta terça foram divulgados os municípios que mantiveram as menores taxas de letalidade.
São eles: Araraquara (1,17%), Taubaté (1,89%), Bauru (2,06%), Botucatu (2,14%), São Carlos (2,37%), Presidente Prudente (2,39%), Bragança Paulista (2,575), São José dos Campos (2,73%), Araçatuba (2,9%) e São José do Rio Preto (2,94%)
A gestão também informou que devido a problemas com o sistema de monitoramento do Ministério da Saúde não foi possível obter os dados atualizados de casos de coronavírus. A situação está sendo resolvida e a expectativa é que os números sejam divulgados nas próximas horas.

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