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Grave dano ambiental

Rejeito atingiu o Rio Paraopeba, diz Corpo de Bombeiros

Os bombeiros estimam que cerca de 200 pessoas estejam desparecidas

Publicado em 25 de Janeiro de 2019 às 20:19

Publicado em 

25 jan 2019 às 20:19
Brasil, Mariana, MG, 07/11/2015. Populares observam destruição causado pelo rompimento da barragem da Mineradora Samarco no subdistrito de Bento Rodrigues, no município de Mariana (MG). - Crédito:MÁRCIO FERNANDES/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Código imagem:193631 Crédito: MÁRCIO FERNANDES
De acordo com o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, o rejeito que vazou da Mina Feijão atingiu o Rio Paraopeba às 15h50. O vazamento ocorreu em consequência do rompimento de uma barragem no início da tarde desta sexta-feira (25).
Os bombeiros estimam que cerca de 200 pessoas estejam desparecidas. Situada em Brumadinho (MG), na região metropolitana de Belo Horizonte, a Mina Feijão pertencente à Vale.
Mais cedo, a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), empresa vinculada ao governo mineiro, informou que poderia alterar a forma de abastecimento de água da região metropolitana de Belo Horizonte, que é atendida pelo Sistema Paraopeba. A estatal, porém, assegurou que a população não seria prejudicada.
"Caso seja necessário, o abastecimento da região atendida pelo Sistema Paraopeba, passará a ser realizado pelas represas do Rio Manso, Serra Azul, Várzea das Flores e pela captação a fio d’água do Rio das Velhas", informou nota da Copasa.
NOTIFICAÇÃO
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) divulgou nota informando que às 13h37 foi comunicada do rompimento pelo gerente de segurança e emergências ambientais da Vale. Equipes do Núcleo de Emergência Ambiental da Semad se deslocaram para o local do acidente para verificar a ocorrência e tomar as providências necessárias.
"O empreendimento, e também a barragem, estão devidamente licenciados, sendo que, em dezembro de 2018, obteve licença para o reaproveitamento dos rejeitos dispostos na barragem e para seu descomissionamento [encerramento de atividades]. A barragem não recebia rejeitos desde 2014 e tinha estabilidade garantida pelo auditor, conforme laudo elaborado em agosto de 2018. As causas e responsabilidades pelo ocorrido serão apuradas pelo governo de Minas", informou a pasta.

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