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Raquel Dodge cria força-tarefa para investigar tragédia de Brumadinho

"Minas Gerais tem quase 700 barragens que estão classificadas em razão do risco de rompimento e é preciso garantir que esse risco seja realmente baixo", disse procuradora

Publicado em 26/01/2019 às 19h25
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, recorreu da decisão de Marco Aurélio. Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, recorreu da decisão de Marco Aurélio. Crédito: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, determinou neste sábado, 26, a criação de uma força-tarefa para apurar as responsabilidades da tragédia de Brumadinho (MG). A formalização da força-tarefa será feita após os procuradores naturais do caso indicarem à procuradoria os nomes dos membros.

A equipe deverá conduzir as investigações e manter interlocução com outros órgãos como, a Procuradoria-Geral de Justiça de Minas Gerais e Defensoria Pública da União. Raquel Dodge passou boa parte deste sábado em Brumadinho, onde teve reuniões outras autoridades e encontrou familiares das vítimas.

Em entrevista coletiva, a procuradora defendeu mudar os protocolos que atestam a segurança das barragens de rejeitos de mineração. "Minas Gerais tem quase 700 barragens que estão classificadas em razão do risco de rompimento e é preciso garantir que esse risco seja realmente baixo e que essas informações sejam confiáveis", afirmou.

INSS

O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, usou o Twitter para informar que o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vai trabalhar para ajudar as vítimas do desastre. "O INSS vai se estruturar para atender as vítimas do desastre de Brumadinho atendendo a determinação do presidente já na terça-feira", escreveu o secretário especial sem detalhar as ações.

Neste sábado, o presidente Jair Bolsonaro visitou a região do município mineiro que foi atingida lama de resíduos decorrente de rompimento da barragem. Em conversa com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, Bolsonaro prometeu ajuda do governo federal ao Estado para minimizar os danos e socorrer as famílias.

O comitê de crise do Planalto criado para tratar da tragédia se reúne no início da noite de sábado. A expectativa é que o grupo discuta a operacionalização de medidas prometidas ao governo mineiro para atender as famílias atingidas, como liberação de recursos do FGTS e do Bolsa Família.

O governo já reconheceu formalmente o estado de calamidade pública do município, o que facilita o repasse e mobilização de recursos para dar continuidade e celeridade aos trabalhos de resgate na região.

Além do prejuízo ambiental, ainda não dimensionado, o acidente em Brumadinho registra até a publicação desta matéria 34 mortos. Segundo o Corpo de Bombeiros, 81 pessoas estão desabrigadas e 23 hospitalizadas.

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