Publicado em 17 de maio de 2022 às 19:44
- Atualizado há 4 anos
PT e PSD superaram um dos principais obstáculos para a consolidação de uma aliança em Minas Gerais que irá oferecer ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva um lugar no palanque do ex-prefeito Alexandre Kalil no segundo maior colégio eleitoral do país.>
O avanço das negociações se deu após os petistas mineiros cederem e abrirem mão de indicar o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) para a disputa por uma vaga ao Senado na chapa encabeçada por Kalil.>
Em troca, o PT de Minas Gerais vai poder indicar o nome para a vaga de vice-governador na chapa. Ainda não há definição de nomes.>
A disputa pelo Senado era o principal entrave para a aliança, pois o nome do PSD é o do atual senador Alexandre Silveira (PSD-MG), presidente do partido em Minas Gerais e secretário-geral nacional do PSD.>
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Silveira ainda é aliado próximo do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e conta com apoio da bancada de deputados da sigla comandada por Gilberto Kassab.>
Nos últimos dias, haviam até surgido rumores de que Silveira poderia aceitar convite para se tornar o líder do governo Jair Bolsonaro (PL) no Senado, uma movimentação que era vista nos bastidores como forma de pressionar o PT.>
Na contramão, petistas chegaram a sugerir uma aliança com o atual governador de Minas gerais, Romeu Zema (Novo). Nos bastidores, no entanto, havia o entendimento de que PT e PSD precisam um do outro.>
Ao mesmo tempo em que Lula busca palanque em Minas Gerais, as pesquisas de intenção de voto no estado colocam Kalil na segunda colocação.>
Na última pesquisa da Quaest em Minas Gerais, Zema aparece em primeiro lugar, com 41% das intenções de voto. Kalil vem em segundo, com 30%. No entanto, quando recebe apoio do ex-presidente, o ex-prefeito de Belo Horizonte avança no levantamento.>
Na corrida presidencial, a pesquisa em Minas Gerais traz Lula com 44% das intenções de votos no estado, contra 28% de Bolsonaro.>
No início deste mês, Lula esteve em Minas Gerais e não se encontrou com Kalil devido ao impasse na possível aliança estadual entre PSD e PT.>
Depois disso, em sabatina realizada pela Folha, o ex-prefeito de Belo Horizonte cobrou uma aliança formal entre os dois partidos.>
"O que o candidato Alexandre Kalil quer é uma aliança formal com o presidente Lula. Isso eu quero deixar muito claro. Não tenho problema nenhum em andar com o presidente Lula", afirmou.>
Os dois lados vão manter a negociação nos próximos dias para acertar os últimos detalhes e anunciar em breve um possível acordo. Dirigentes do PSD afirmam que a indicação para a vice em Minas Gerais não será uma carta-branca e caberá ao partido e a Kalil aceitarem a indicação.>
Lopes foi escolhido para coordenar a campanha de Lula no estado e, assim, resolver o impasse com o PSD. "Vou desenhar o palanque que for melhor para a eleição do Lula em nome do Brasil", respondeu Lopes à Folha ao ser questionado sobre a possibilidade de ser vice de Kalil na disputa.>
Como coordenador da campanha presidencial do PT em Minas Gerais, caberá a Lopes negociar a montagem do palanque pelo partido em interlocução com o PSD. O nome escolhido para compor a chapa com Kalil deverá ser de consenso entre os dois partidos.>
Com o acordo iminente, Silveira deve novamente se afastar do Palácio do Planalto. O senador, que substituiu Antonio Anastasia, que deixou o Senado para uma vaga no TCU (Tribunal de Contas da União), foi convidado por Bolsonaro ainda em janeiro para ser líder do governo, mas acabou recusando.>
Uma nova sondagem surgiu por parte de ministros bolsonaristas nos últimos dias, o que foi visto como uma aposta para afastar PT e PSD, tendo em vista as eleições de outubro.>
Na quarta-feira da semana passada, Silveira chegou a ter uma reunião com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em uma sala da presidência do Senado.>
O cargo de líder do governo segue vago desde dezembro do ano passado, após a renúncia de Fernando Bezerra (MDB-PE), que foi abandonado pelo governo e saiu derrotado na disputa por uma vaga no TCU.>
Seguem como candidatos à vaga de líder do governo Marcos Rogérios (PL-RO) e o atual líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes (PL-TO).>
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