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Ano Novo

Por pandemia de Covid-19, Rio de Janeiro suspende festa de réveillon

A tradicional festa que ocorre na Praia de Copacabana  que costuma reunir até três milhões de pessoas na cidade foi suspensa por motivos de segurança

Publicado em 25 de Julho de 2020 às 15:45

Redação de A Gazeta

Publicado em 

25 jul 2020 às 15:45
Virada do ano em Copacabana
Virada do ano na Praia de Copacabana no Rio de Janeiro   Crédito: Alex Ferro / Riotur
A Prefeitura do Rio de Janeiro suspendeu o tradicional réveillon na praia de Copacabana, que costuma reunir até três milhões de pessoas na cidade. O município apontou que a festa de Ano Novo não é viável no atual cenário de pandemia sem a existência de uma vacina.
Sem o réveillon, a Riotur (órgão do turismo municipal) pretende apresentar ao prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) novos formatos possíveis para o evento, sem a presença direta de público, em modelo virtual.
Segundo a Riotur, a ideia é atingir o público pela TV e plataformas digitais. O réveillon do Rio tradicionalmente começa a ser organizado em agosto.
O Carnaval do Rio também está em risco. Na semana passada, representantes de algumas das 12 escolas do grupo especial de escolas de samba do Rio dizem não haver segurança para o desfile em 2021 sem que haja uma vacina para a Covid-19.
O temor foi tratado em reunião virtual da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro) que terminou sem uma definição sobre a realização do evento.
Após a reunião, a Riotur atendeu ao pedido da Liesa e não abriu a venda de ingressos para o setor turístico do sambódromo. O Carnaval de rua também está em discussão pela prefeitura e não tem a realização confirmada até o momento.
Nesta sexta-feira (25), o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), já havia anunciado o adiamento do Carnaval 2021 por causa da pandemia do novo coronavírus. Nem escolas de samba nem blocos de rua desfilarão em fevereiro.
A parada do Orgulho LGBT presencial de 2020, que já havia sido adiada do primeiro para o segundo semestre, também foi cancelada. A edição de 2021 foi adiada para novembro do próximo ano.
Os dois eventos, junto com a prova brasileira de Fórmula 1, também cancelada pelos organizadores, são os que mais trazem turistas e dinheiro à capital paulista.
O adiamento foi discutido em reunião entre a Liga das Escolas de Samba de São Paulo e Covas nesta quinta (23). A Liga defendeu uma nova data da festa para que as escolas pudessem se preparar para o desfile. A proposta apresentada ao governo era de que o evento acontecesse em maio.
Outra decisão tomada pela prefeitura de São Paulo foi de não organizar o tradicional réveillon da avenida Paulista neste ano.

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