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Alvo de operação

PF quebra senhas de celulares de advogado de Bolsonaro e acessa dados

A Polícia Federal conseguiu identificar as senhas dos equipamentos de Frederick Wassef que haviam sido apreendidos na última semana
Agência FolhaPress

Publicado em 

21 ago 2023 às 20:57

Publicado em 21 de Agosto de 2023 às 20:57

Frederick Wassef
Frederick Wassef havia entregado os celulares à polícia, mas sem fornecer as senhas Crédito: Bruno Santos/Folhapress
Polícia Federal conseguiu quebrar as senhas dos quatro celulares de Frederick Wassef, advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foram apreendidos pela corporação na última quarta-feira (16), em São Paulo. A informação foi divulgada pela GloboNews e confirmada pelo UOL.
Wassef entregou os aparelhos sem fornecer as senhas. O advogado foi alvo de mandados de busca e apreensão quando estava na churrascaria Barbacoa, no Morumbi.
A PF também apreendeu um carregador de pistola com munição. Segundo a colunista do UOL Juliana Dal Piva, dois dos quatro telefones recolhidos estavam com Wassef. Os outros dois estavam em um veículo sem placa parado em uma vaga para deficientes no estacionamento.
A ação da PF aconteceu um dia após o advogado confirmar que comprou, nos Estados Unidos, um Rolex que havia sido dado de presente ao ex-presidente e vendido pelo tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
Wassef é investigado pela PF por suposto envolvimento em um esquema de venda de joias presenteadas ao governo brasileiro. Os itens foram entregues a Bolsonaro durante agenda oficial na Arábia Saudita.
A PF constatou que o relógio foi vendido nos Estados Unidos e recomprado por um preço mais alto após o TCU (Tribunal de Contas da União) ordenar a devolução dos presentes que o ex-presidente ganhou.
Na última terça-feira (15), Wassef promoveu uma entrevista coletiva na qual afirmou que fez a compra, em março, por iniciativa própria e sem um pedido de Bolsonaro.
Ele negou que tenha havido uma "operação resgate", expressão usada pela Polícia Federal na investigação.
"Eu comprei o relógio. A decisão foi minha. Usei meus recursos, eu tenho a origem lícita e legal dos meus recursos. Eu tenho conta aberta nos Estados Unidos, em um banco em Miami, e usei do meu dinheiro para pagar o relógio. Então, o meu objetivo quando eu comprei esse relógio era exatamente para devolver à União, ao governo federal do Brasil, à Presidência da República, e isso, inclusive, por decisão do Tribunal de Contas", disse.
De acordo com relatório da PF, o Rolex Day-Date tinha sido vendido nos Estados Unidos para a empresa Precision Watches e foi "recuperado" por Wassef no dia 14 de março.
O advogado, ainda segundo a polícia, retornou com o bem para o Brasil em 29 de março e, em 2 de abril, o repassou a Mauro Cid em São Paulo.
Wassef disse na semana passada que está sendo investigado sem justa causa e que foi incluído no inquérito em uma tentativa ilegal de pescaria de provas. Também rechaçou que tenha tido um "papel central em esquema de venda de joias".

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