Publicado em 22 de novembro de 2024 às 07:38
A pastora e cantora gospel Denise Seixas acusa a Bola de Neve Church de tentar forçá-la a abrir mão da vice-presidência da igreja durante o velório do ex-marido, Rinaldo Luiz de Seixas Pereira, o apóstolo Rina, fundador da congregação. Ele morreu em um acidente de moto no último domingo (17).>
Segundo vídeo postado nas redes sociais pelo perfil O Fuxico Gospel, a pastora aparece discutindo com integrantes da igreja em uma sala na sede da Bola de Neve, na Lapa, bairro na zona oeste de São Paulo, onde ocorria o velório do religioso.>
Denise acusa os integrantes de terem incluído um documento que oficializa sua renúncia em meio aos papéis que assinava para o trâmite do enterro do ex-marido.>
Nas imagens, ela diz que pediu para ler antes de assinar e foi impedida. Nesse momento, ela pediu para chamar a polícia, mas não ficou claro se a ocorrência foi de fato formalizada.>
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Em nota, a Bola de Neve Church afirmou que a pastora já havia renunciado à vice-presidência em agosto, após acusar o então marido de violência doméstica. O documento, com a data de 27 daquele mês, estava em um envelope que funcionava como uma espécie de arquivo da administração da igreja. O envelope estava com a funcionária que levou os papéis relativos ao sepultamento para a pastora e o filho do apóstolo assinarem.>
Segundo a igreja, o pai da pastora, que a acompanhava no velório, arrancou o envelope da mão da funcionária e encontrou a declaração de renúncia.>
"Frise-se que o pedido de renúncia não seria entregue à pastora Denise no dia do velório, em respeito ao clima de tristeza e consternação dos membros da Bola de Neve e da família do Apóstolo, e pelo fato de que ela já havia renunciado", diz trecho da nota.>
Assim como Denise, Rina estava afastado do comando da igreja desde junho, quando foram iniciadas as investigações de violência doméstica. O inquérito policial foi aberto sob suspeita de "ameaça, difamação, injúria, lesão corporal, falsidade ideológica e violência psicológica contra a mulher".>
Desde o afastamento do casal, a gestão da Bola de Neve é feita por um conselho. Sobre as acusações contra o apóstolo Rina, a igreja afirmou que todas foram arquivadas pela Polícia Civil e o líder evangélico não foi indiciado.>
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