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Desaparecidos

Parentes buscam família que estava de férias em Brumadinho

"Eu não vou ao IML de jeito nenhum", conta Helena Taliberti, 61, que está em busca de cinco familiares que estavam na pousada Nova Estância Inn, em Brumadinho

Publicado em 28 de Janeiro de 2019 às 18:30

Publicado em 

28 jan 2019 às 18:30
O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais retoma as buscas por sobreviventes da tragédia causada pelo rompimento de uma barragem da mineradora Vale em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG) Crédito: FERNANDO MORENO/FUTURA PRESS
"Eu não vou ao IML de jeito nenhum", conta Helena Taliberti, 61, que está em busca de cinco familiares que estavam na pousada Nova Estância Inn, em Brumadinho. "Hoje é o dia que vamos ter boas notícias", conta.
Helena e mais dez familiares estão na Estação Conhecimento, espaço que da Vale em Brumadinho destinado a receber parentes e amigos de pessoas desaparecidas após o rompimento de barragens da mina do córrego do Feijão.
O filho de Helena, Luiz Taliberti Ribeiro, 33, mora na Austrália com a noiva Fernanda Damian de Almeida, 30, grávida de cinco meses. O plano do casal era passar parte das férias no Brasil com os familiares na pousada Nova Estância Inn, em Brumadinho, e conhecer Inhotim. O local, que fica a menos de 500 metros da barragem, foi invadido pelo mar de lama na semana passada.
O último contato que Helena teve com eles foi na sexta-feira (25), logo após o rompimento da barragem B1. Assim que soube do desastre Helena ligou para todos e não obteve resposta. Também estão desaparecidos o pai de Luiz, Adriano Ribeiro da Silva, 60, a madrasta, Maria de Lourdes Ribeiro, 59 e a irmã Camila Taliberti, 33.
A Vale não chegou a incluir na lista de desaparecidos nomes de pessoas que não fossem funcionários ou terceirizados. Somente na noite de domingo (27), três dias após o desastre, Helena conseguiu incluir os nomes na lista. "Eu cheguei a fazer cinco vezes o cadastro", conta.
No sábado (26), Helena também entrou com uma liminar para rastrear os celulares de seus familiares e conseguiram o acesso nessa segunda. No entanto, não conseguiram encontrar o sinal dos telefones.
"Estamos percorrendo os hospitais. Meu marido, meu sobrinho e outro amigo nosso estão percorrendo os hospitais, ainda há sobreviventes que ainda não foram identificados", diz.
Os familiares seguem esperando por notícias e acreditam que o reforço da equipe israelense irá facilitar o trabalho de buscas.

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