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Mantida em cárcere privado

Padrasto é preso suspeito de estuprar e engravidar enteada de 11 anos no RJ

Menina teve filho em casa; ela não frequentava a escola havia dois anos

Publicado em 20 de Julho de 2022 às 07:59

Agência FolhaPress

Publicado em 

20 jul 2022 às 07:59
Um homem foi preso na tarde deste domingo (17) suspeito de estuprar, engravidar e manter em cárcere privado por dois anos a enteada de 11 anos, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro. A menina teve um filho em casa na semana passada.
O homem está preso em Benfica, na zona norte carioca. A reportagem não conseguiu contato com a defesa dele.
Padrasto preso por estuprar e manter menina de 11 anos em cárcere privado por dois anos em Duque de Caxias (RJ).
Padrasto preso por estuprar e manter menina de 11 anos em cárcere privado por dois anos em Duque de Caxias (RJ). Crédito: Reprodução/TV Globo
A menina está internada em quadro estável na enfermaria do Hospital Municipal Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias. O bebê segue internado na unidade intermediária da UTI neonatal da entidade.
A mãe da criança a acompanha no hospital. A reportagem questionou a polícia se a mulher também é investigada e se foi alvo de pedido de prisão, mas não houve resposta até a publicação deste texto.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Duque de Caxias, a menina chegou ao hospital por volta das 5h da última sexta (15), após um parto domiciliar, acompanhada pelo padrasto e pela mãe. O caso está sendo acompanhado pelo Conselho Tutelar da cidade. Segundo a Polícia Civil, as falas da mãe e do padrasto apresentaram versões confusas e conflitantes.
Durante as investigações, foi constatado que a vítima era mantida em cárcere privado e não frequentava a escola havia dois anos. A médica que atendeu a criança, ainda de acordo com a Polícia Civil, informou que a menina tem cicatrizes de violências antigas, possivelmente anteriores ao estupro que teria gerado a gravidez.
A partir dessa constatação no prontuário, a polícia suspeita que os estupros eram recorrentes e praticados por pessoas próximas ao convívio familiar, já que criança não era vista fora de casa.
A polícia afirmou também que o suspeito, inicialmente, consentiu a realização do exame de DNA, mas desistiu quando chegou ao PRPTC (Posto Regional de Polícia Técnico Científica) de Duque de Caxias. Ele, segundo relato das autoridades, disse que precisaria primeiro consultar a esposa.
A atitude, de acordo com a equipe de investigação, causou estranheza. A polícia também investiga informações das conselheiras tutelares que atenderam o caso, pois já teriam recebido duas denúncias anônimas sobre a suspeita de o padrasto ser o autor do crime.

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