Publicado em 16 de dezembro de 2021 às 14:37
Os nomes Miguel e Helena se mantiveram firmes e fortes em 2021 entre as preferências do brasileiro na hora de escolher o nome do bebê. Pelo segundo ano consecutivo, essas foram as principais escolhas dos pais.>
A lista é um levantamento anual da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen), com base em dados de 7.658 cartórios de registro civil do país. Em 2021, foram registrados 2.491.272 bebês.>
Entre os meninos, os nomes mais escolhidos foram Miguel (28.301), Arthur (26.655) e Gael (23.973). Os dois primeiros aparecem no ranking dos cinco preferidos desde 2016, pelo menos.>
Enquanto Miguel dominou a preferência dos pais nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, Arthur foi o mais escolhido no Norte e no Nordeste.>
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A lista de 2020 se repete neste ano, e a única surpresa fica por conta de Gael, que subiu da sétima posição para a terceira. O único nome composto do ranking é João Miguel (13.254), em 10º lugar.>
Já entre as meninas, os nomes Helena (21.890), Alice (20.381) e Laura (18.448) estão no topo das preferências. A campeã de 2021 e de 2020 nem sempre foi unanimidade. Nos últimos cinco anos, ela já apareceu em nono lugar (2019), quinto (2018) e terceiro (2017).>
Na divisão por regiões, Helena é a preferida no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Quem lidera no Norte é Laura e, no Nordeste, Maria Alice.>
Em relação a 2020, as novidades são a entrada de Maria Alice (14.677) e Maria Cecilia (10.850), em quarto e oitavo lugares, respectivamente. Quem saiu do ranking foi Maria Eduarda e Lorena.>
Os nomes compostos das meninas são dominados por Marias. Além de Maria Alice e Maria Cecilia, aparecem Maria Clara (10.980) e Maria Julia (10.235), em sétimo e nono lugares.>
O apogeu e declínio de Enzo Gabriel e a dança de posições de Miguel e Helena mostram uma tendência cíclica, de acordo com Andreia Gagliardi, diretora da Arpen. Então, é possível que Gael tenha mais destaque no ranking de 2022.>
Por falar em Gael, muitos pais se inspiram em novelas ou celebridades na hora de escolher como chamar o filho. No caso, esse é o nome de um dos filhos do ator e humorista Paulo Gustavo, que faleceu de Covid-19 em maio deste ano.>
Andreia credita, também, a predominância de nomes religiosos à fé em meio à pandemia, o que explica as listas terem Maria, Miguel, Davi, Gabriel e Samuel.>
A diretora da Arpen frisa que quem tem 18 anos pode alterar seu nome sem grandes burocracias diretamente no cartório.>
Assim, pode-se por fim a anos de bullying ou mesmo ao fato de não gostar de como se chama. Depois dessa idade, a pessoa precisa recorrer a uma autorização judicial.>
Desde 2018, pessoas transgênero têm a seu favor uma norma do Conselho Nacional de Justiça para alterar o próprio nome. A medida tornou o processo mais célere – são cinco dias, da solicitação à emissão da nova certidão de nascimento.>
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