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Mourão diz não saber o que falta para Brasil reconhecer vitória de Biden

Os republicanos Joe Biden e Kamala Harris foram eleitos oficialmente pelo Colégio Eleitoral dos Estados Unidos (EUA) nessa segunda-feira (14)

Publicado em 15/12/2020 às 17h10
Atualizado em 15/12/2020 às 17h10
O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, vai participar do evento Vitória Summit 2020
O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, vai participar do evento Vitória Summit 2020. Crédito: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta terça-feira (15), não saber o que falta para o governo brasileiro reconhecer a vitória do democrata Joe Biden como presidente eleito dos Estados Unidos. Na segunda-feira (14), o colégio eleitoral norte-americano confirmou o resultado do pleito finalizado em 7 de novembro.

Questionado sobre o que falta para reconhecer a eleição do democrata, Mourão deu uma resposta direta: "não sei", acompanhada de um gesto com os braços abertos. Desde a confirmação pelo colégio eleitoral dos Estados Unidos, os governos da Rússia e do México se manifestaram sobre o assunto.

Com isso, o presidente Jair Bolsonaro e o norte-coreano Kim Jong-un são os únicos dos principais líderes mundiais a não reconhecerem Biden como novo presidente dos Estados Unidos. A eleição americana já foi inclusive motivo de divergência entre o vice-presidente e Bolsonaro. O chefe do Executivo tinha no atual presidente americano, Donald Trump, um aliado e apostava na sua reeleição.

No dia último dia 4, Mourão afirmou que o governo brasileiro já havia reconhecido "tacitamente" a vitória de Biden e reforçou que "no momento certo" o cumprimento de Bolsonaro ocorreria. "No momento certo ele irá cumprimentar o presidente Biden, assim que for efetivada essa eleição dele, que na minha visão se dará no próximo dia 14 de dezembro, quando o colégio americano se reunir e carimbar a vitória de Biden", disse o vice-presidente na ocasião.

Desde segunda-feira, contudo, Bolsonaro mantém o silêncio sobre o assunto. Nesta terça-feira, o presidente evitou até mesmo conversar com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, como costuma fazer.

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