Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Brasil
  • Milton Ribeiro dispara arma em aeroporto e é levado para depor na PF
Susto

Milton Ribeiro dispara arma em aeroporto e é levado para depor na PF

Ex-ministro afirmou que medo de expor arma publicamente levou a disparo acidental durante check-in em Brasília; ninguém ficou ferido

Publicado em 26 de Abril de 2022 às 07:24

Agência FolhaPress

Publicado em 

26 abr 2022 às 07:24
Uma arma do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro disparou nesta segunda-feira (25) enquanto ele fazia check-in no balcão de uma companhia aérea no aeroporto de Brasília. Ninguém se feriu com o disparo, mas Milton Ribeiro foi encaminhado à Polícia Federal para esclarecer as circunstâncias do acidente.
O ministro Marcelo O ministro Milton Ribeiro, da Educação
O ex-ministro Milton Ribeiro, da Educação. Crédito: Walterson Rosa/MS
Em seu depoimento, Ribeiro atrelou o disparo acidental de seu revólver a uma tentativa de tirar suas munições sem expor a arma publicamente. À PF, Ribeiro afirmou que abriu sua pasta de documentos para pegar sua arma e separá-la do carregador.
"O declarante com medo de expor sua arma de fogo publicamente no balcão, tentou desmuniciá-la dentro da pasta, ocasião em que ocorreu o disparo acidental", diz trecho do depoimento.
Segundo o ex-ministro, o espaço dentro da pasta ficou "pequeno para manusear a arma". O disparo, disse ele, perfurou o coldre onde estava a arma, a pasta e se espalhou no chão no aeroporto.
"Após o acontecido, o próprio declarante indagou às pessoas que foram ao local do incidente se alguém havia sido atingido pelos estilhaços, momento em que não apareceu qualquer vítima", consta no depoimento dado na superintendência da PF no Distrito Federal.
O ex-ministro pediu demissão do cargo em 28 de março, uma semana após a Folha revelar a gravação em que ele diz priorizar a liberação de verbas a prefeitos indicados pelos pastores. "Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do [pastor] Gilmar", diz o então ministro na conversa em que participaram prefeitos e os dois religiosos.
Os dois pastores têm proximidade com Jair Bolsonaro desde o primeiro ano do governo. Documento divulgado pelo Gabinete de Segurança Institucional na quinta (14) mostra que Moura esteve ao menos 35 vezes no Palácio do Planalto desde o início do governo Bolsonaro. Em 10 delas, Santos estava acompanhado.
Após a divulgação do áudio, prefeitos afirmaram que os dois pastores pediam propina em troca da atuação na liberação de verbas.
O prefeito Gilberto Braga (PSDB), do município maranhense de Luis Domingues, disse que Arilton Moura pediu 1 kg de ouro para conseguir liberar verbas de obras de educação para a cidade. A declaração do prefeito foi dada ao jornal O Estado de S. Paulo, e a Folha confirmou com outras duas pessoas presentes no local onde o pedido de propina foi feito.
O prefeito de Piracicaba (SP), Luciano Almeida (União Brasil), por sua vez, afirmou à Folha ter recebido pedido de dinheiro para que o município abrigasse um evento com a presença de Ribeiro em agosto de 2021.
A Folha mostrou em reportagens como sob a gestão de Ribeiro e com políticos do centrão no controle das transferências de recursos federais, o MEC virou uma espécie de balcão político no governo Bolsonaro.
Dados oficiais da pasta mostram uma explosão de aprovações de obras, ausência de critérios técnicos, burla no sistema e priorização de pagamentos a aliados. Uma das formas utilizadas para atender aos pleitos de políticos e dos pastores foi fracionar empenhos (que reservam o dinheiro de obras) em pequenas quantias.
Assim, disparou o valor total autorizado, que se relaciona à previsão do custo total dos projetos. Entre 2017 e 2019, a média de valores aprovados por ano pelo FNDE era de R$ 82 milhões. Em 2020, saltou para R$ 229,4 milhões e, no ano passado, pulou para R$ 441 milhões.

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Dez Milhas Garoto
Abertura das inscrições para as Dez Milhas Garoto já tem data definida
Imagem de destaque
Livrarias em Vitória comemoram Dia Mundial do Livro com sorteio e brindes
**ARQUIVO** SÃO PAULO, SP 14.12.1990 - Automobilismo - Fórmula 1: o piloto Ayrton Senna mostra prêmio da FIA no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. (São Paulo, SP, 14.12.1990. Foto: Sergio Andrade/Folhapress)
O que aconteceu com o Banco Nacional, do icônico boné azul de Senna?

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados