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Após ser intimado

MEC nomeia reitor eleito no RN após descumprir decisão judicial

A Justiça Federal do Rio Grande do Norte havia determinado que o ato fosse feito em 24 horas, mas o ministério só cumpriu a decisão após ser intimado mais uma vez nesta quarta-feira (6)

Publicado em 06 de Maio de 2020 às 17:56

Redação de A Gazeta

Publicado em 

06 mai 2020 às 17:56
O ministério com maior liberação de recursos será o da Educação, com R$ 1,99 bilhão
O ministro da educação, Abraham Weintraub, nomeou o reitor eleito pela comunidade acadêmica do IFRN Crédito: Marcos Oliveira/Agência Senado-6/2/2015
Depois de descumprir ordem judicial, o ministro da educação, Abraham Weintraub, nomeou o reitor eleito pela comunidade acadêmica do IFRN (Instituto Federal do Rio Grande do Norte). A Justiça Federal do Rio Grande do Norte havia determinado que o ato fosse feito em 24 horas, mas o ministério só cumpriu a decisão após ser intimado mais uma vez nesta quarta-feira (6).
A juíza da 4ª Vara da Justiça Federal no Rio Grande do Norte Gisele Maria da Silva Araújo Leite determinou que a nomeação de José Arnóbio de Araújo Filho fosse feita até as 16h desta quarta. Ele foi impedido de assumir o cargo por uma denúncia do MBL (Movimento Brasil Livre).
O pedido de tutela provisória de urgência foi deferido pela juíza na sexta-feira (1º) para que fosse cumprido em 24 horas após a intimação. Nesta quarta, com mais de 48 horas de descumprimento da medida, a Justiça Federal recebeu um pedido de prorrogação do prazo pelo MEC, o que foi negado.
"Não se vislumbra, na medida determinada judicialmente, nível de complexidade a denotar a impossibilidade de seu cumprimento no prazo conferido", diz a decisão.
"[A nomeação do reitor] não demanda o empreendimento de grandes esforços e que, de mais a mais, tem sido praticada rotineiramente e com celeridade pelo governo federal, relativamente a outros cargos, como noticiado pela imprensa nacional", continuou a juíza.
A nomeação foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União na tarde desta quarta.
Denúncia O ministério diz não ter nomeado Araújo Filho porque ele responde a um processo administrativo. Ele foi denunciado por um evento feito no campus de Natal do instituto em que foram vendidos produtos com a expressão "Lula Livre". Araújo Filho, que era diretor do campus na época, foi acusado de ter permitido o uso do espaço público para militância política.
Apesar de o evento ter ocorrido em 12 de julho do ano passado e a denúncia apresentada na mesma época, o processo administrativo disciplinar para apurar se houve desvio de conduta só foi aberto em fevereiro deste ano. Araújo Filho foi eleito pela comunidade acadêmica no início de dezembro de 2019.

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