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200 km de distância

Manchas de óleo chegam a Porto Seguro e se aproximam do ES

O petróleo cru que se espalha pelo litoral nordestino foi detectado na praia de Belmonte, cidade histórica e de grande beleza natural em Santa Cruz Cabrália

Publicado em 31 de Outubro de 2019 às 18:46

Redação de A Gazeta

Publicado em 

31 out 2019 às 18:46
Mancha de óleo na praia do Nordeste Crédito: Adema/Governo de Sergipe
As manchas de óleo que avançam rumo ao sul da Bahia já chegaram a Santa Cruz de Cabrália, município localizado na Costa do Descobrimento, e também à Porto Seguro. A informação foi confirmada pelo Ibama.  A proximidade com o Espírito Santo  é de cerca de 200 quilômetros.
O petróleo cru que se espalha pelo litoral nordestino foi detectado na praia de Belmonte. Cidade histórica e de grande beleza natural, Santa Cruz Cabrália foi o local onde ocorreu a primeira missa no Brasil, celebrada por Frei Henrique de Coimbra.
É grande o risco de as manchas avançarem até as praias de Porto Seguro e Abrolhos, segundo os técnicos que monitoram a todo o momento a rota do óleo. 
"A quantidade de óleo tem sido bem pequena até agora, mas é uma grande preocupação esse movimento da poluição em direção ao sul", disse ao jornal O Estado de S. Paulo o superintendente do Ibama na Bahia, Rodrigo Alves.
Até esta quarta-feira, 30, segundo informações do Ibama, um total de 283 localidades de 98 municípios e nove Estados no Nordeste tinham sido afetados pela maior tragédia ambiental do País em suas águas.

COLABORAÇÃO INTERNACIONAL

Protagonista de uma das maiores tragédias do mundo com derramamento de petróleo cru no mar, o Reino Unido está apoiando as investigações brasileiras sobre a origem da tragédia ambiental que castiga as praias do Nordeste.
A colaboração internacional tem se dado por meio da organização ITOPF, especializada em medidas de emergência em situações que envolvam vazamento de óleo. A instituição foi fundada em 1968, após a tragédia ocorrida com um dos primeiros superpetroleiros do mundo, um navio-tanque conhecido como Torrey Canyon.
Em 1967, o navio naufragou na costa sudoeste da Inglaterra e derramou 119 mil toneladas de petróleo bruto no mar. Foi o maior derramamento de petróleo ocorrido até hoje, segundo informações da organização. À época, o caso chamou a atenção do mundo para os problemas associados a desastres com navios-tanque.
Até o momento, a quantidade de óleo retirada do Nordeste brasileiro chega a 2 mil toneladas. Um navio-tanque, porém, carrega até 250 mil toneladas de petróleo.
Na semana passada, a Agência Brasileira de Cooperação, ligada ao Ministério das Relações Exteriores, encaminhou informações ao Ministério do Meio Ambiente, sobre a colaboração oferecida pelo Reino Unido nas investigações da tragédia no Brasil.
Questionada sobre a colaboração e o andamento do caso, a Marinha informou, por meio de nota, que as investigações do crime ambiental "continuam em curso e todos os esforços para elucidação dessa tragédia inédita na história marítima mundial vêm sendo empregados desde o dia 2 de setembro".
Nesta quarta, 30, o vice-presidente, Hamilton Mourão, disse que pode ser anunciado nesta semana o resultado das investigações sobre o derramamento do óleo. No momento, a principal hipótese da Marinha é de que uma embarcação mercante tenha sido a responsável, e não um "navio fantasma".
Segundo Mourão, o derrame teria acontecido após a retirada de óleo para aumentar a estabilidade do navio no mar. "Acho que o cara fez uma ?ejeção de porão?. Está com problema de flutuação, de balanço, e retira um pouco o óleo para aumentar a estabilidade", disse.

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