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Indecisos

Maioria dos eleitores do ES não sabe em quem votar para deputado

Eleitores do Estado, segundo pesquisa do Instituto Futura, não definiram seus representantes para a Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa

Publicado em 26 de Setembro de 2018 às 02:50

Redação de A Gazeta

Publicado em 

26 set 2018 às 02:50
especial
A mais recente pesquisa do Instituto Futura divulgada na última segunda-feira revelou que a maioria dos eleitores do Estado ainda não sabe em quem votar para deputado federal e estadual. O levantamento apontou que 66,8% dos entrevistados ainda não decidiram o voto para o representante na Câmara dos Deputados, enquanto que 61,9% ainda não escolheram seu representante na Assembleia Legislativa.
A região Central (78,2%), Noroeste (70%) e a Grande Vitória (67,4%) concentram o maior número de indecisos na escolha dos deputados federais. Já na escolha dos estaduais, a Grande Vitória lidera em indecisos: 69,2%.
Quando perguntado entre homens e mulheres se já decidiram em qual candidato para deputado federal vão votar, elas lideram com 68,3% de indecisão, contra 65% dos homens. Já a faixa etária com maior número de indecisos é a de 16 a 24 anos, com 80,8%. A maioria dos entrevistados, 74,3%, possui ensino fundamental.
ESTADUAL
Com relação à escolha do deputado estadual, entre homens e mulheres, a pesquisa confirma que a maioria dos indecisos é de mulheres, atingindo 66%, e quanto aos homens esse número chega a 57,4%. Os adolescentes e jovens entre 16 e 24 anos também são os mais indecisos, com 75%. A maioria também possui o ensino fundamental, com 71,7%.
A motorista de aplicativo, Isadora Fabricia Passos Monteverde, de 21 anos, ainda não decidiu seu candidato para deputado estadual e federal porque se sente insegura e não parou para pesquisar profundamente sobre as propostas de cada um. Ainda não defini meus candidatos, mas para fazer a minha escolha eu procuro assistir pela televisão, pesquiso em sites de buscas e também pelas notícias dos jornais", afirmou.
Isadora Monteverde ainda não sabe em quem votar Crédito: Vando Lopes
Para o doutor em Ciências Políticas e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Acácio Augusto, as pessoas demoram para escolher um candidato porque atualmente a própria campanha é muito focada nos cargos executivos, por exemplo, presidente, governador e prefeito.
"O Brasil é um país presidencialista, e isso é lamentável porque o desconhecimento geral das pessoas sobre as funções dos Três Poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário) às vezes são confundidas entre o que é estadual, federal e municipal", afirmou Acácio Augusto.
O deputado federal atua como câmara legislativa no âmbito nacional. É ele quem representa os interesses de seu Estado em Brasília junto ao governo federal. Ele busca espaços para debates e definições de pautas. Já o deputado estadual é uma representação das municipalidades diante do governo estadual. Ele lida com a produção de leis, regulamentações e decretos relativos ao Estado
O estudante Alexandre Pereira Junior, de 19 anos, já sabe em quem vai votar tanto para deputado federal quanto estadual. "Eu já decidi há algum tempo e acho importante conversar com o candidato, ouvir as propostas e debater, porque nenhum deles é perfeito, então a gente tem que achar aquele que esteja disposto ao diálogo". Além dos seus pais serem atualizados no assunto, as redes sociais são vitrines e foi ponto crucial para decidir o voto, segundo Alexandre.
Alexandre Pereira já está decidido em quem votar Crédito: Vando Lopes
Ao falar sobre diálogo e na demora para escolher um candidato, o professor de Sociologia da Faculdade de Direito de Vitória, André Filipe Santos, afirmou que as pessoas não só demoram a escolher, mas há uma tendência de que eles não escolham. "Isso se deve a uma crise de representatividade do sistema político-eleitoral que a gente adota no Brasil. Não vemos essas plataformas de governo ditas nos palanques e nas campanhas eleitorais se efetivando ao longo de quatro anos", afirma.
A pesquisa Futura foi realizada entre os dias 20 e 21 de setembro de 2018 com 800 pessoas. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos e a confiabilidade é de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral é ES-00691/2018.
O autor é residente em jornalismo. Texto sob supervisão de Samanta Nogueira.

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