Publicado em 15 de junho de 2021 às 16:45
Em reunião na manhã desta terça-feira (15), o presidente da Câmara, Arthur Lira, e o ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia) debateram a possibilidade de racionamento de energia e de encarecimento da conta de luz no país. >
Lira e Bento Albuquerque se reuniram na residência oficial da Presidência da Câmara.>
Segundo o deputado, o ministro disse que o governo está trabalhando numa medida provisória para dar segurança jurídica a ações a serem adotadas, "inclusive com algumas consequências que vão vir do Supremo também, para que algumas atitudes que sejam tomadas tenham respaldo.">
A MP, de acordo com Lira, ainda precisa ser conversada com os setores. O presidente da Câmara negou que ambos tenham tratado de apagão. "Falou-se em racionamento, economia, porque infelizmente a gente não manda na chuva", disse. "E quando teve a oportunidade de fazer o gás lá atrás, fez errado, então tem que consertar.">
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Lira admitiu que a energia pode ficar mais cara pelo uso de térmicas. "Mas, se mesmo assim houver uma conscientização dos setores em deixar de consumir no horário de pico, todo mundo ajuda.">
Mais cedo, em audiência na Câmara, o diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), André Pepitone, disse que a bandeira vermelha, a mais cara cobrada sobre a conta de luz, deverá subir mais de 20%.>
Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo no início do mês, o ministro de Minas e Energia descartou apagão e racionamento, mas afirmou ter na mesa medidas que vão desde a importação de mais energia até o incentivo ao deslocamento de consumo para além dos horários de pico, via desconto na tarifa.>
Em situações assim, chuveiros elétricos e equipamentos de alta potência precisam ser acionados após as 20h para evitar pico de consumo na volta do expediente de trabalho, o que, segundo o ministro, leva ao apagão.>
O governo planeja dar plenos poderes a um grupo interministerial de monitoramento da crise hídrica para que ele decida sobre a quantidade de água nos reservatórios das hidrelétricas. Hoje esse papel cabe à Ana (Agência Nacional de Águas) e ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis).>
O esboço indica que a ideia é que o grupo passe a se chamar Câmara de Regras Operacionais Excepcionais para Usinas Hidrelétricas (Care). A presidência será do Ministério de Minas e Energia e participariam representantes dos ministérios de Economia, Infraestrutura, Agricultura, Desenvolvimento Regional, Relações Exteriores, a Casa Civil e a Advocacia-Geral da União. Os órgãos vinculados e agências também têm assento.>
A informação de que está em gestação uma MP que amplia o escopo do governo para garantir a oferta de energia na atual crise hídrica foi antecipada pelo jornal O Estado de S. Paulo. A minuta da MP, obtida pelo jornal Folha de S.Paulo, prevê que, até o final do ano, essa câmara tenha poderes para, inclusive, contrariar decisões das agências no que se refere às políticas de restrição de vazão dos rios.>
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