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Tragédia

Justiça pede bloqueio de mais R$ 800 milhões da Vale

Os pedidos de bloqueios feitos pela Justiça de Minas Gerais já chegam a R$ 11,8 bilhões

Publicado em 28 de Janeiro de 2019 às 17:20

Publicado em 

28 jan 2019 às 17:20
O Corpo de Bombeiros de Minas Gerais retoma as buscas por sobreviventes da tragédia causada pelo rompimento de uma barragem da mineradora Vale em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG) Crédito: FERNANDO MORENO/FUTURA PRESS
A Vara do Trabalho Betim determinou, nesta segunda-feira (28), o congelamento de mais R$ 800 milhões das contas da mineradora Vale, dona da barragem que rompeu em Brumadinho (MG) e deixou ao menos 60 mortos e 292 desaparecidos. Os pedidos de bloqueios feitos pela Justiça de Minas Gerais já chegam a R$ 11,8 bilhões.
A decisão da juíza Renata Lopes Vale atende parcialmente o pedido do Ministério Público do Trabalho, que requeria o congelamento de R$ 1,6 bilhão da empresa.
A quantia visa assegurar as indenizações aos atingidos, manter o pagamento dos salários aos familiares dos trabalhadores desaparecidos e arcar com as despesas de funerais, traslados de corpos e sepultamentos sob pena de multa em caso de descumprimento.
A decisão ainda obriga a Vale a apresentar seu programa de gerenciamento de riscos com dados da empresa ou responsáveis por sua elaboração e documentos como atas de reuniões e planos de evacuação da mina.
Somado aos outros pedidos, a empresa já tem, ao todo, R$ 11,8 bilhões congelados. No domingo (26), o Ministério Público estadual determinou o bloqueio de R$ 5 bilhões. No sábado (26), um pedido de R$ 5 bilhões para reparação de danos ambientais e outro de R$ 1 bilhão para para prestar socorro às vítimas também haviam sido feitos.
Nesta sexta-feira (25), a barragem 1 da mineradora Vale em Brumadinho (MG), que continha jeitos de minério de ferro, rompeu-se. Com isso, ao menos uma outra barragem do sistema da mina do Feijão transbordou.
A principal área afetada foi o centro administrativo da Vale, onde, no momento do rompimento, havia cerca de 300 funcionários. Outros 120 estavam em outros locais da região da mina. A lama também atingiu a comunidade rural Vila Ferteco e chegou até o rio Paraopeba, a mais de 5 km da barragem. A lama se estende por uma área de 3,6 km² e por 10 km.

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